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Justiça Federal recomeça a ouvir testemunhas da Lava Jato

Depois de uma semana sem depoimentos relacionados a Operação Lava Jato, a Justiça Federal do Paraná retomou hoje (22) as audiências de testemunhas de acusação na segunda ação penal em que o ex-presidente Lula é réu na operação Lava Jato.

Nesta segunda-feira (22) prestam depoimento, o empresário da Toyo Setal, Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, o ex-senador Delcídio do Amaral e o ex-presidente da empreiteira Camargo Correa, Dalton dos Santos Avancini. Ao todo, dez testemunhas de acusação serão ouvidas até o dia 26 de maio.

Já as testemunhas de defesa começam a prestar depoimento a partir do dia 5 de junho. Esta fase do processo termina na metade de julho. Até o momento, são 113 pessoas que devem depor em favor dos oito acusados. Só os advogados de Lula indicaram 87 testemunhas de defesa no processo.

O número foi considerado bastante exagerado pelo juiz Sérgio Moro, no entanto, ele aceitou ouvir todas as pessoas indicadas pelos advogados para evitar “alegações de cerceamento de defesa”. O magistrado chegou a exigir a presença do réu em todos os depoimentos, mas a determinação foi derrubada no Tribunal Regional Federal, pelo juiz Nivaldo Brunonni.

No processo em questão, Lula é acusado de gerenciar “uma sofisticada estrutura ilícita para captação de apoio parlamentar, assentada na distribuição de cargos públicos”. É investigada a compra de um terreno, pela Odebrecht, que seria destinado à construção de uma nova sede para o Instituto Lula.

O terreno custou doze milhões e quatrocentos mil reais (R$ 12,4 mi). Também é investigada a compra de um apartamento vizinho ao local onde o ex-presidente mora, em São Bernardo do Campo (SP), por 504 mil reais.

Neste contexto, a propina distribuída pela Odebrecht chega a R$ 73 milhões. O dinheiro ilícito beneficiou partidos e políticos – principalmente do PMDB, PP e PT. A ação tem, ao todo, oito réus. Também respondem criminalmente o ex-ministro Antônio Palocci e o empresário Marcelo Odebrecht.

(Band)

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