Paraná Extra

Mais um dia de protestos contra o pacote de Greca na Câmara

Mais um dia de protestos de servidores em greve defronte à Câmara Municipal de Curitiba. À tarde deve ser votado em plenário o pacote fiscal enviado pelo prefeito Rafael Greca, que continua em viagem de recreio pelo exterior (Argentina e México). Segundo o presidente Serginho do Posto (PSDB), muitos vereadores e  funcionários foram impedidos pelos manifestantes de entrar no prédio. A sessão foi aberta, mas como quatro vereadores foram impedidos de entrar, Serginho do Posto, suspendeu a sessão. Houve inclusive a derrubada de grandes com a tentativa de invasão do prédio.

Sobre o limite de servidores nas galerias da casa, Sérgio do Posto, disse que a única preocupação da casa é com a segurança de todos. “Tantos que colocamos caixas de som para quem ficar lá fora acompanhar a votação e tudo será transmitido online, falou ele.

Pacotaço

Os quatro projetos que vão a votação no plenário hoje estão sob regime de urgência aprovado na semana passada e envolvem algumas das medidas mais polêmicas do pacote. Entre eles está o que prevê o adiamento de março para outubro da data-base do reajuste anual salarial do funcionalismo e o congelamento das promoções de carreira dos servidores. Outra proposta prevê o aumento de 11% para 14% das contribuições dos servidores para a previdência municipal e a devolução para a prefeitura de R$ 600 milhões repassados ao Instituto de Previdência Municipal de Curitiba (IPMC). Já o projeto que cria a Lei de Responsabilidade Fiscal municipal estabelece que a variação dos gastos com pessoal não poderão superar 70% do crescimento da receita corrente líquida (RCL) registrada no ano anterior. Na prática, isso significa que se não houver aumento de arrecadação, os servidores também não terão aumentos salariais. Outra proposta permite o leilão de dívidas da prefeitura.

O prefeito encaminhou o pacote à Câmara em março, alegando que as medidas são a única forma de recuperar a situação financeira do município, abalada pela crise econômica que atinge o País, e por um déficit de R$ 2,1 bilhões no Orçamento de 2017. Os sindicatos que representam os servidores criticam a suposta falta de diálogo na discussão das medidas e alegam que o ajuste fiscal estaria sendo feito com a retirada de direitos dos servidores.

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