Paraná Extra

Médico acusado de matar fisiculturista vai a júri popular

A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná decidiu, nesta quinta-feira (18), por unanimidade, que o médico Raphael Suss Marques seja levado a júri popular. Ele é acusado de ter assassinado a fisiculturista Renata Muggiati. O crime completa cinco anos no próximo 12 de setembro. O processo está em segredo de justiça.

De acordo com a acusação do Ministério Público Estadual, o então namorado de Renata a matou com um golpe e depois, para simular um suicídio, jogou o corpo pela janela do 31º andar do apartamento onde o casal morava, no Centro de Curitiba. O médico vai ser julgado pela prática de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e feminicídio; lesão corporal na forma qualificada e fraude processual.

Na sessão de julgamento realizada por videoconferência, nesta quinta-feira (18), os Desembargadores do Tribunal de Justiça mantiveram a decisão da juíza Taís de Paula Scheer. Em outubro, a magistrada do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher tinha mandado Suss Marques ser julgado no Tribunal do Júri. Agora, a 1ª Câmara Criminal do TJ negou recurso para reverter a decisão ou para declarar nulos laudos juntados ao processo e a exumação do cadáver. Uma perícia determinou ‘asfixia’ como a causa da morte de Renata.

A acusação ainda traçou um perfil de Suss Marques, descrito como um homem violento e dominador, características que teriam sido comprovadas por pelo menos mais quatro ex-namoradas dele.

Durante a sessão de julgamento, nesta quinta-feira (18), o advogado de defesa alegou que a morte da fisiculturista decorreu de suicídio. Ele buscou ainda a revogação da prisão preventiva do acusado, mas o pedido de liberdade provisória foi negado. Os Desembargadores ainda afastaram a qualificadora do uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Para o Juiz relator, a disparidade de força entre a fisiculturista e o médico não bastaria para caracterizar a qualificadora afastada pela Câmara. Depois de uma série de idas e vindas da cadeia, o médico está preso preventivamente desde fevereiro do ano passado.

Na ocasião, ele perdeu o benefício de responder em liberdade após faltar a uma audiência de instrução. Suss Marques alegou compromissos profissionais e foi liberado de comparecer ao ato processual, mas acabou flagrado, naquele mesmo dia, em um torneio de pôquer. À época, o promotor do caso alegou que o acusado zombava da Justiça. O casal passou a morar junto em março de 2015, pouco tempo depois de começar o namoro, e cerca de seis meses antes do crime. A Promotoria alega que o médico manipulava Renata por meio da imposição física e violência psicológica.

(Bandnews)

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