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Ministro diz que é alvo do MP porque contraria interesses

Após tomar conhecimento da ação civil pública em que o Ministério Público Federal em Pernambuco (MPF/PE) pede seu afastamento cautelar, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse que é alvo da medida porque contraria grandes interesses.

A ação foi ajuizada em Pernambuco pela procuradora da República Silvia Regina Pontes Lopes, que acusa o ministro de atuar para “esvaziar” a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) de suas atribuições institucionais. Criada em 2004, a estatal é vinculada ao Ministério da Saúde e é responsável pela produção de medicamentos hemoderivados.

Segundo a procuradora, Barros trabalha para transferir as instalações da empresa de Pernambuco para seu reduto eleitoral, o Paraná. A fábrica da Hemobrás, localizada no município de Goiana (PE), funciona apenas de forma parcial. A obra, iniciada em 2010, ainda não foi concluída.

Na ação civil pública, a procuradora pede a manutenção do acordo firmado com a empresa Shire Farmacêutica Brasil. Segundo Barros, há uma negociação em curso com o fabricante dos medicamentos para manutenção do acordo de compra.

Barros disse à Agência Brasil que a Shire começou oferecendo R$ 30 milhões em investimentos na Hemobrás. Atualmente está oferecendo R$ 300 milhões. Ainda assim não termina a fábrica de fracionamento em Pernambuco. O Ministro garantiu que pretende apertar a negociação para conseguir concluir todo o sistema de sangue da Hemobrás.

(CBN)

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