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Ministro Fachin nega ter sofrido qualquer tipo de coação

O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, relator da lava jato, afirmou em um evento em Curitiba na última sexta-feira (9) que não acredita que o judiciário brasileiro tenha sido constrangido em algum momento pela República na tomada de decisões. Ele ministrou uma rápida palestra para magistrados em uma solenidade que marcou os 100 anos do Instituto dos Advogados do Paraná. Fachin está a frente da relatoria há cinco meses e ressaltou que nunca foi pressionado ou coagido a deliberar acerca de alguma ação.

Durante a palestra, Fachin também enfatizou a importância da liberdade de imprensa.

Luiz Edson Fachin foi indicado para o Supremo pela ex-presidente Dilma Roussef e teve o nome aprovado pelo Senado em maio de 2015. Ele substituiu Teori Zavascki, que morreu em um acidente aéreo em janeiro. O ministro ressaltou no evento que a corte segue sendo imparcial na análise dos processos da Lava Jato.

O ministro afirmou ainda que o diálogo tem sido primordial nos julgamentos das ações que seguem para a Suprema Corte. Ele disse que está aberto para ouvir a defesa de acusados e os réus das ações da lava jato.

Fachin encerrou relatando que um dos desafios na função de ministro é a grande quantidade de processos que tramitam diariamente no STF. Segundo ele, cerca de 60% das ações são recursos impetrados pelas defesas de acusados. Durante a palestra, o Colégio de Presidentes dos Institutos dos Advogados do Brasil divulgou uma nota de apoio ao ministro Edson Fachin, repudiando qualquer tentativa da República em constranger as decisões do STF.

(Bandnews)

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