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Mistério no litoral: desaparecimento de mulher de PM lembra caso da psicóloga

A mulher do sargento da Polícia Militar do Paraná, Valtencir Antunes, desapareceu na tarde desta terça-feira (6), no balneário de Barranco, em Praia de Leste, litoral do Paraná. Laura Joice de Paula, 23 anos, saiu para andar de bicicleta às 13 horas dizendo que voltaria a tempo de assistir a novela da tarde. Desde então, não foi mais vista. Por volta das 23 horas, a polícia encontrou a bibicleta de Laura e os chinelos dela no balneário de Shangri-lá, em Pontal do Paraná, no mesmo local em que a professora de psicologia Telma Fontoura, de 53 anos, foi encontrada morta em julho de 2010.

 

Cerca de 50 policiais militares seguem nesta quarta-feira (7) para o litoral do Paraná com o apoio de um helicóptero, para reforçar as buscas.

 

O cunhado de Laura, Edson Vieira, falou sobre o desaparecimento. “A família está desesperada por alguma notícia. Pedimos ajuda da população de Praia de Leste, de Pontal, para que se alguém viu a Laura ou algum suspeito que avise a polícia. A gente sabe que as expectativas são difíceis, mas temos esperança”, afirmou emocionado.

 

Edson disse que a família, que é de Curitiba, comprou uma casa na praia há oito meses. “Era o sonho da vida deles. Eles queriam muito uma casa aqui na praia e conseguiram isso há oito meses. Até uma parte da família também se mudou pra cá pra todo mundo ficar perto e agora vem essa tragédia”, disse Edson.

 

Laura e o sargento têm uma filha de três anos. Ela tem cerca de 1,74 cm, pele branca e cabelo pitado de vermelho.

 

Caso psicóloga – A bicicleta e os chinelos de Laura foram encontrados no mesmo local em que a sobrinha do ator Ary Fontoura, Telma Fontoura, de 53 anos, foi encontrada morta em 2010.

 

O corpo da vítima estava enterrado na areia e apresentava sinais de estrangulamento, de acordo com a polícia. Familiares da professora relataram às autoridades que, neste dia, Telma estava na casa de veraneio do pai dela em Shangri-lá. No fim da tarde, ela deixou o celular na residência e saiu para uma caminhada, como fazia diariamente, mas não voltou.

 

Em novembro do anos passado, Paulo Estevão de Lima foi condenado pelo juri popular a 18 anos e nove meses de reclusão pela morte da psicóloga. Lima foi considerado culpado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O réu, que sempre negou o crime, é natural de Curitiba e morava no balneário há sete meses. Ele já tinha passagem pela polícia por roubo.

 

(Portal Banda B)

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