Paraná Extra

Moro diz que não vai virar político como ministro de Bolsonaro

Em palestra em evento da Federação das Indústrias do Paraná, na noite desta segunda-feira (5), o juiz federal Sergio Moro garantiu que não descumpriu a promessa que fez de não ingressar na política ao aceitar o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública do governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmando que assumirá um posto predominantemente técnico.”Não pretendo jamais disputar um cargo eletivo”, afirmou numa palestra em Curitiba na noite desta segunda, na primeira participação do juiz da Lava Jato em evento público, após aceitar convite para o ministério.

O juiz também disse que fará parte do novo governo de Bolsonaro porque percebeu que há uma série de receios “infundados” em relação à gestão de Bolsonaro e que poderia colaborar para “desanuviar” essas dúvidas. “Eu sou um homem da lei. Também achei que minha participação poderia contribuir para afastar esses receios infundados”, afirmou, ressaltando não acreditar que Bolsonaro fará um governo autoritário.

Ao lamentar sua saída da magistratura, que ocupa há 22 anos, Moro disse que aceitou a indicação para o cargo no Executivo porque considera que poderá avançar em pautas anticorrupção e contra o crime organizado.

Afirmou ainda que já está elaborando projetos nesse sentido para encaminhar ao Legislativo a partir de janeiro. Moro se desvinculou do processo da Lava Jato no mesmo dia em que aceitou o convite de Bolsonaro e peiu férias. Ele deve se desligar em definitivo da magistratura no inicio de janeiro.

Coletiva

Nesta terça (6), em coletiva, Sergio Moro disse que atuará no comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a partir de 2019, utilizando o modelo da Operação Lava Jato para combater o crime organizado e que vai trabalhar sem “perseguição política”. Moro afirmou ainda que recebeu a sondagem para participar do governo Bolsonaro em 23 de outubro, antes do segundo turno.

“A ideia é replicar no ministério as forças-tarefas adotadas na Operação Lava Jato”, explicou.

Foi a primeira entrevista coletiva concedida por Moro desde 2014, quando assumiu operação. Antes de os repórteres começarem as perguntas, o juiz fez um histórico da operação e disse ter aceitado o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para implantar no governo federal uma “forte agenda anticorrupção” e “contra o crime organizado”.

Deixe uma resposta