Paraná Extra

MP acusa 31 pessoas por crimes diversos na operação Irmandade

31 pessoas investigadas em uma operação contra o crime organizado no Paraná foram acusadas pelo Ministério Público por crimes de formação de quadrilha, sequestro qualificado, tráfico de drogas, associação ao tráfico e falsificação de documento público.

De acordo com a promotoria, apenas 6 acusados estão soltos. Os outros 25 denunciados cumprem pena no Paraná. As investigações do Ministério Público indicam que o grupo atuava em diversos estados do Brasil a partir dos presídios.

A denúncia criminal apresentada à Justiça pela 16ª Promotoria de Londrina é decorrente da apuração da Operação Irmandade, desencadeada em fevereiro com apoio da Polícia Militar. Na ocasião, foram efetuadas 29 prisões preventivas em oito cidades, incluindo São Paulo e uma cidade do Maranhão. Também foram cumpridos 47 mandados de busca e apreensão. Os presos são suspeitos de pertencer a uma facção organizada que atua dentro e fora dos presídios do Brasil.

De dentro do sistema penitenciário, o grupo promovia ações criminosas com o objetivo de manter ou ampliar as atividades da facção. O tráfico de drogas, por exemplo, é organizado como forma de sustentar financeiramente o grupo. Outros crimes, como a tortura mediante sequestro, são usados como penalidade aos desafetos da facção, que gerencia o que ficou conhecido como “Tribunal do Crime”, que segue regras e preceitos próprios.

De acordo com o Ministério Público, as investigações continuam. Documentos, provas e depoimentos seguem em análise na promotoria. A cada fase da investigação, novos caminhos e indícios sustentam outras ações para obtenção de provas. Novas denúncias não foram descartadas pelo MP. Em relação à acusação mais recente, caberá à Justiça do Paraná aceitar, ou não, o pedido de abertura de uma ação penal. Caso o juiz acate o pedido do Ministério Público, os acusados se tornam réus.

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