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MP quer julgamento de ação que questiona métodos da Prefeitura contra a Covid-19

A Promotoria de Justiça de Proteção à Saúde Pública do Ministério Público do Paraná voltou a pedir que a Justiça analise o mérito da ação civil pública que questiona os métodos da Prefeitura de Curitiba para determinar os riscos da Covid-19.
De acordo com o documento, a matriz utilizada pela prefeitura para determinar o que abre e fecha na cidade durante a pandemia de coronavírus é ineficaz. A Promotoria pede o julgamento antecipado da questão.

Na última sexta-feira (20), a Prefeitura de Curitiba prorrogou por mais uma semana na capital a vigência da bandeira amarela, para efeitos das medidas de contenção à propagação do coronavírus.

Segundo boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, nesta segunda-feira (23), Curitiba estava com 11.232 casos ativos. No início do mês de novembro o número de caso ativos era de 2,8 mil. O número corresponde às pessoas com potencial de transmissão do vírus.

Na última semana a Associação Médica do Paraná (AMP), e as entidades que integram os sistemas público e privado de assistência à saúde de Curitiba emitiram uma carta de alerta à população sobre o atual cenário da Covid-19, frente ao avanço da doença em Curitiba.

A nota reforça que o sistema de saúde público e privado passa por um momento grave com sobrecarga dos Pronto Atendimentos e com disponibilidade de leitos chegando ao seu limite. O texto diz ainda que as UTIs estão lotadas e quanto mais gente é salva da doença, mais ocupados ficam esses leitos. As entidades médicas estão internando pacientes nas unidades de Pronto Atendimento por falta de leitos nas enfermarias e quartos dos hospitais.

Segundo o documento, o principal motivo do avanço da doença foi o relaxamento no comportamento das pessoas, e se as pessoas não se conscientizarem, os casos de contaminação e morte baterão nas portas de todas as residências da cidade e deixarão marcas em todas as famílias.

 

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