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Claudio Henrique de Castro

O Sindipetro do Rio de Janeiro, entidade que representa 16 mil funcionários da Petrobrás, conseguiu uma decisão inédita na Justiça do Trabalho que obrigava que a empresa fornecesse mobiliário adaptado para o trabalho remoto, bem como, o pagamento dos custos com equipamentos de informática, pacote de dados e conta de energia elétrica.

Caso não realizasse o determinado pela Justiça, a Petrobrás deveria pagar 10 mil reais para cada funcionário.

Como há reviravoltas na Justiça, a decisão que concedia estes direitos foi cassada por uma decisão liminar do TRT da 1ª Região, com um dos fundamentos de que todos que habitam o imóvel usam a internet.

A liminar do TRT da 1ª região ainda não é definitiva, e pode haver outra reviravolta e a Justiça voltar a conceder estes direitos aos funcionários.

O fato é que o trabalho remoto tem custos e atividades extras para atender chamadas, reuniões virtuais e gastos, pois o pacote de dados de internet deve ser ampliado para não cair, além disso, deve contar com cadeira ergonômica, para não ocasionar dores no corpo e gastos extras com tratamento médico.

Para os Professores, por exemplo, a situação é mais dramática, pois a preparação de aulas remotas impõe uma rotina cansativa e além de tudo gastos extras, que em regra, não cobertos pelos donos das instituições de ensino.

Enquanto isto, as grandes empresas e corporações economizam na manutenção das suas instalações, às custas do tele trabalho dos empregados.

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