Paraná Extra

O valor da determinaA�A?o feminina

Foi preciso uma guerra mundial para que a centenA?ria reivindicaA�A?o feminina sobre a igualdade de direitos deixasse as ruas e se tornasse lei. Primeiro na Inglaterra, em 1918, como reconhecimento pelo decisivo apoio das mulheres no esforA�o britA?nico de guerra. Em seguida, o movimento espalhou-se pelos Estados Unidos e pelos demais paA�ses europeus atA� chegar ao Brasil.

A luta pelos direitos da mulher tem origem na RevoluA�A?o Industrial, lA? nos primA?rdios do SA�culo XIX. O trabalho nas fA?bricas era desumano, obrigando as operA?rias a permanecerem em frente aos teares por 16 horas consecutivas, em mA�dia.

Com o passar dos anos, o grito de liberdade e igualdade foi se avolumando. Antes da chegada do sA�culo XX, o movimento feminino jA? estava organizado. As suas ativistas ficaram conhecidas como a�?sufragistasa�?, pelo fato de exigirem o voto feminino. Algumas lideranA�as se tornaram conhecidas, como a de Millicent Fawcett (1847-1929), Emmeline Pankhurst (1858-1928) e Emily Wilding Davison (1872-1913), que se atirou A� frente do cavalo do Rei da Inglaterra e foi pisoteada.

O Dia Internacional da Mulher passou a ser comemorado em 1910, de maneira informal. Foi oficializado pela OrganizaA�A?o das NaA�A�es Unidas a partir de 1977.

O Brasil teve uma importante pioneira nesse embate. Foi NA�sia Floresta, escritora e educadora nascida no Rio Grande do Norte em 1810. ViA?va e mA?e de uma filha, ela publicou em 1831, em Recife, diversos artigos sobre a condiA�A?o da mulher. Migrou para o Rio Grande do Sul e depois para o Rio de Janeiro, criando e dirigindo escolas.

Radicou-se na Europa com 38 anos, mas esteve no Brasil durante o processo abolicionista. Voltou para a FranA�a, onde estava radicada, e lA? morreu de pneumonia, em 1885. Sua principal obra A� OpA?sculo HumanitA?rio, tambA�m sobre a emancipaA�A?o feminina.

Em 1931, Portugal admitiu o voto feminino. Em marA�o do ano seguinte, o governo de GetA?lio Vargas institui a novidade no paA�s. Era um voto muito restrito, que sA? mulheres casadas e viA?vas podiam exercer. O voto universal foi obrigado a aguardar o fim da Segunda Guerra Mundial para ser consagrado.

O crescimento da participaA�A?o feminina nos mais amplos setores da sociedade mundial A� um retrato da nossa A�poca. Sei que em Foz do IguaA�u, por exemplo, as advogadas jA? superaram os advogados, em nA?mero absoluto.

Cada vez mais as mulheres se colocam na lideranA�a de empresas. Comandam negA?cios de todo gA?nero, desde paA�ses e corporaA�A�es internacionais atA� empresas digitais movidas apenas pelo trabalho intelectual. SA?o empresA?rias e gestoras que nA?o encontram limites para mostrar seu talento.

Quando criamos a primeira CA?mara da Mulher Empreendedora e Gestora de NegA?gios (CMEG) da FecomA�rcio PR, em 2006, nA?o tA�nhamos dA?vidas quanto A� iniciativa, mas nA?o poderA�amos imaginar que elas se espalhassem tA?o rA?pido. Hoje temos 21 CA?maras realizando um trabalho de aprimoramento e uniA?o de classe.

Agora, em 2017, vamos comemorar os dez anos do PrA?mio Mulher Empreendedora, comandado pela CMEG. O evento serA? realizado em 13 de marA�o, em Foz do IguaA�u, e reunirA? mil empresA?rias de todo o Estado e vai homenagear 23 mullheres de destaque.

A� muito mais que uma honraria. A� o reconhecimento pela determinaA�A?o feminina, um atributo essencial para o avanA�o da nossa sociedade e do nosso paA�s.

 

Darci Piana

Presidente do Sistema FecomA�rcio Sesc Senac PR

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