Paraná Extra

Os preços dos produtos nos aeroportos

Claudio Henrique de Castro

Além do consumidor enfrentar as constantes altas nos preços das passagens e bagagens e o oligopólio das empresas aéreas, em recente pesquisa elaborada nos preços dos produtos alimentícios e lembrancinhas vendidas no Aeroporto de Salvador demostrou uma diferença de até 525% (quinhentos e vinte e cinco por cento).

De um simples cafezinho, pão de queijo ou imã de geladeira os valores praticados são absurdamente mais caros em relação aos estabelecimentos fora do aeroporto.

Este é o retrato de grande parte dos aeroportos brasileiros que tem como reféns milhares de passageiros que transitam nas suas instalações e que não podem sair para comer em lanchonetes ou restaurantes quando estão fazendo escala ou conexões e precisam se alimentar.

Vamos a alguns exemplos: no aeroporto um café com leite custa R$9,00 (nove reais) e fora do custa R$2,00 (dois reais); um imã de geladeira custa R$25,00(vinte e cinco reais) e fora custa R$4,00(quatro reais), segundo dados recentes do jornal o Correio, da Bahia.

A justificativa dos lojistas foi de que os preços são tabelados internacionalmente e o aluguel é muito caro.

Resultado os consumidores ficam impossibilitados de comer a um preço justo nos aeroportos e a alternativa é levar lanches na bagagem de mão para se alimentarem.

Os juizados especiais que deveriam funcionar em aeroportos para resolver atrasos de voos e outras questões também são outra raridade nos aeroportos brasileiros.

Enquanto não tivermos uma regulação dos preços e um diálogo franco com as empresas donatárias das concessões dos aeroportos, os consumidores continuarão o elo mais fraco desta corrente, em franca desobediência ao Código de Defesa do Consumidor.

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