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Perícia em pistola taser que matou curitibano levará 15 dias

A perícia na pistola "não letal" vai demorar 15 dias, informa policia de SC.

A perícia na pistola "não letal" vai demorar 15 dias, informa policia de SC.

A Polícia Civil de Santa Catarina informou nesta terça-feira (27) que o resultado da perícia da arma de choque, uma pistola taser, usada por policiais militares do 21º Batalhão da PM contra Carlos Barbosa Meldola, 33, deve ficar pronto em 15 dias. O homem, natural de Curitiba, morreu no domingo (25) após ser imobilizado por policiais militares com os eletrochoques.

 

Segundo o delegado Antônio Claudio de Seixas Joca, responsável pelo caso, dois exames devem auxiliar nas investigações do caso: a perícia da arma apreendida e o exame do Instituto Médico Legal (IML), que vai indicar a causa morte da vítima e se ela havia consumido algum tipo de droga. O laudo deve apontar se a pistola taser estava em perfeito estado de uso e quantas descargas elétricas foram disparadas, explicou.

 

Os dois PMs que usaram o taser foram intimados a depor. Eles devem ser ouvidos na próxima semana. O delegado afirma que pretende intimar a mulher do rapaz morto, mas espera que ela retorne a Florianópolis. A administradora de empresas, de 31 anos, foi quem chamou a polícia e registrou um boletim de ocorrência no 8º Distrito Policial de Florianópolis após a morte do marido.

 

O caso ocorreu na praia dos Ingleses, em Florianópolis, por volta das 4h30 de domingo (25). A mulher da vítima acionou a polícia devido a um desentendimento do casal. O corpo do assistente de controladoria foi enterrado às 10h da segunda-feira (26) no Cemitério Paroquial da Colônia Orleans, em Curitiba, segundo o serviço funerário da prefeitura da capital do Paraná.

 

O tenente-coronel Silvio Gomes Ribeiro, comandante do 21º Batalhão da PM de Santa Catarina, afirmou nesta segunda que os PMs fizeram uso da pistola porque a vítima havia feito uso de drogas, apresentava sinais de surto psicótico e ameaçou se jogar do 3º andar de um prédio. A Corregedoria da Polícia Militar de Santa Catarina instaurou um inquérito policial militar para apurar as circunstâncias em que ocorreram a morte do paranaense.

 

Ribeiro afirmou que a mulher da vítima ligou para o 190 dizendo que ele tinha usado cocaína e estava agitado, destruindo tudo em casa. “Ele era forte, havia praticado artes marciais, e os PMs verbalizaram, mas não conseguiram contê-lo. Havia risco dele pegar o armamento do policial, era uma situação de alto estress. O disparo (da taser) só foi feito quando ele ameaçou se jogar pela janela”, afirmou o coronel Ribeiro.

 

De acordo com informações colhidas pela Polícia Civil, após receber os eletrochoques o rapaz ficou imobilizado e escorado na parede. Quando foi colocado no chão, ele já não esboçava reação, informou a polícia.

O delegado disse que todos os policiais que utilizam a taser têm treinamento específico para manusear a arma, e que não tem conhecimento de outro caso de morte causada pelo uso da arma de choques em Florianópolis.

(G1 PR)

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