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PF faz operação contra desvio de recursos federais em Pinhalão

A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal cumpriu novos mandados de prisão expedidos pelo juízo da 9ª Vara Federal de Curitiba (PR) no âmbito da “Operação Café Expresso”, que apura desvio de no mínimo R$3,4 milhões na prefeitura de Pinhalão, no Paraná. Na operação foram presos preventivamente o ex-prefeito, Claudinei Benetti, e mais três pessoas – Levi Maria da Cunha, Sidnei Bueno de Oliveira e Manoel Carlos de Carvalho Oliveira.

A operação, deflagrada pela primeira vez em 3 de dezembro do ano passado, apura desvios sistemáticos de verbas federais em, pelo menos, seis convênios firmados pela União com o município de Pinhalão no período em que Benetti era prefeito. De acordo com as apurações, havia fraudes nas licitações e na fiscalização de obras para que parte dos recursos públicos federais fossem desviados em proveito da organização criminosa, liderada pelo então gestor municipal.

Em 2020, quando a Operação Café Expresso foi deflagrada com cumprimento de mandados de buscas, apreensões e prisões, houve a prisão temporária de parte dos investigados. Após análise preliminar do material apreendido pela PF, o MPF pediu a prisão preventiva dos envolvidos, por haver indícios de que a organização criminosa seguia ativa, tendo inclusive influenciado na última eleição municipal de Pinhalão.

Embora o pedido de prisão tenha sido de início indeferido, o MPF recorreu e a Justiça decretou a prisão dos quatro investigados em 2 de fevereiro. Os mesmos réus também são alvos de uma ação de improbidade administrativa ajuizada em Jacarezinho, pelo MPF . Por meio dos pedidos cautelares cíveis da ação, houve bloqueio de imóveis, veículos e de aproximadamente R$ 600mil em contas bancárias de diversos investigados. Os réus também foram proibidos pela justiça de ocupar cargos de livre nomeação e exoneração no município enquanto durar o processo.

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