Paraná Extra

PM seria “serial killer” responsável por 14 assassinatos

Um policial militar é suspeito de matar 14 pessoas em série no município de Tamarana, a 58 quilômetros de Londrina, no Norte do Paraná. Ele foi preso pela segunda vez na semana passada, suspeito de ser o autor dos 14 assassinatos e de oito tentativas de homicídio somente no ano passado. De acordo com a Polícia Civil, o PM começou a ser investigado por três casos iniciais, mas o número chegou a vinte e duas vítimas. O PM está preso no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar em Curitiba. Segundo a investigação, o PM usava pistolas e um rifle de caça com silenciador para matar as vítimas. Segundo o delegado Ricardo Jorge, da Delegacia de Homicídios de Londrina, até o prefeito da cidade, Roberto Dias Siena, do DEM, teria presenciado um dos crimes, mas não falou nada sobre o caso.

Depois de ser preso em outubro, e ter seis mandados de prisão concedidos pela Vara de Justiça local, o policial militar foi solto no dia 31 de dezembro depois de um habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça do Paraná. De acordo com o delegado, isso causou prejuízo às investigações.

Mas uma delação premiada serviu para colocar o PM mais uma vez atrás das grades para dar tranquilidade às testemunhas. A delação é de um traficante e serviu como base pra ampliar as investigações contra o policial militar. Com base nas provas apresentadas por ele, foi possível abrir 22 inquéritos de homicídio de tentativa de homicídio contra o PM.

De acordo com o delegado, a defesa alega que o PM é vítima de um complô de traficantes. Mas segundo ele as provas são muito contundentes. O policial teria matado pessoas a mando do tráfico de drogas, em troca de dinheiro, mas também por motivo fútil e pessoal.

A maioria das vítimas sequer tem passagem pela polícia. De acordo com a Polícia, o PM está afastado das funções de rua desde 2012, quando teria sofrido uma tentativa de homicídio. O afastamento seria por problemas psicológicos e policial estava proibido de ter acesso a armas de fogo. Ele continuava trabalhando em funções administrativas. O município de Tamarana tem apenas seis mil habitantes e em 2015 teve apenas dois homicídios no ano todo. Os mais de 20 ataques desequilibraram as estatísticas do município nos últimos dois anos, o que gerou maior dedicação às investigações. Segundo o delegado, o fato de as vítimas serem pobres, sem recursos e conhecimento para acompanhar os casos e pedir intervenção do Ministério Público, fizeram com que as investigações individuais não avançassem.

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