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Policia Federal prende dois em Curitiba envolvidos com quadrilha de importação

A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, deflagrou na manhã desta quinta-feira (15) a operação Navio Fantasma para desarticular uma quadrilha que utilizava portos e aeroportos em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná para importar mercadorias sem o pagamento dos impostos. Até as 9h30, 20 pessoas tinham sido presas, dentre elas cinco servidores da Receita Federal, empresários, “laranjas” e despachantes aduaneiros, segundo a PF.

 

As investigações começaram em janeiro de 2011, após a Alfândega de Santos ter percebido que mercadorias importadas supostamente encaminhadas para lá não chegavam fisicamente para o desembaraço. Sessenta servidores da Receita Federal do Brasil e 200 da Polícia Federal participam da ação.

 

Segundo a PF, o grupo agia importando mercadorias que declarava para o fisco como sendo de baixo valor agregado, como partes e peças para manutenção de navios atracados no Porto de Santos, no litoral paulista. Entretanto, o grupo importava tablets, telefones celulares, relógios e armações de óculos de grife. A quadrilha também importava irregularmente equipamentos médicos e munição.

 

Estima-se que a organização criminosa tenha movimentado cerca de 220 toneladas de mercadorias. O valor do prejuízo aos cofres públicos ainda não foi precisado. A Receita Federal, entretanto, estima que a fraude seja de mais de US$ 50 milhões.

 

Os mandados de prisão foram expedidos pela 3ª Vara da Justiça Federal de Santos. Também foram expedidos 42 mandados de busca e apreensão. Duas pessoas foram presas na capital paulista, nove em Santos, uma em Sorocaba e uma em Campinas. Foram presas ainda cinco pessoas no Rio e outras duas em Curitiba.

 

A pedido da PF, a Justiça Federal em Santos decretou o sequestro de bens e o bloqueio de recursos financeiros dos suspeitos. Foi realizada a apreensão judicial de cargas já retidas pela Receita Federal no decorrer da investigação. Os envolvidos responderão pelos crimes de formação de quadrilha, descaminho, facilitação de contrabando ou descaminho, corrupção ativa, corrupção passiva, inserção de dados falsos em sistemas de informação e falsidade ideológica, cujas penas variam de um a 16 anos de reclusão.

 

(G1)

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