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Polícia suspeita que executivo da Yoki foi decapitado ainda vivo

A Polícia Civil através do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga a hipótese do executivo da Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, ter sido decapitado ainda vivo pela mulher, Elize Matsunga, 30, enquanto agonizava logo após ter sido baleado na cabeça por ela. A necrópsia revelou que a vítima morreu de choque traumático e asfixia respiratória por sangue aspirado, associado à decapitação.

Polícia admite hipótese de Matsunaga ter sido decapitado ainda vivo | Foto: Reprodução InternetA suspeita fez com que os agentes da DHPP esperem pelos laudos da reprodução simulada do crime, que deve revelar como Matsunaga foi morto.
Entenda o caso
Elize Matsunaga foi presa temporariamente no último dia 11, acusada de matar e esquartejar o marido, Marcos Kitano Matsunaga, no dia 19 de maio. A prisão foi decretada por cinco dias e depois prorrogada até 24 de junho. A acusada será indiciada por homicídio qualificado (cuja pena pode variar de 12 a 30 anos), com uma série de agravantes, como ocultação de cadáver, motivo fútil e esquartejamento. Elize está no Centro Penitenciário Feminino de Itapevi (SP).

Elize teria matado o ex-diretor da Yoki Alimentos com um tiro de calibre 380 na cabeça após uma briga por causa de um caso extraconjugal mantido pelo empresário. O casal chegou junto ao prédio onde morava no dia 19 de maio, na companhia da filha e de uma babá que trabalhava no apartamento – dispensada logo em seguida. Na noite do dia 19, as câmeras do circuito interno do condomínio registram o ex-diretor da Yoki descendo para pegar uma pizza – ele não seria mais visto a partir de então.

Elize confessou o crime em depoimento à polícia | Foto: Arte: O DiaSegundo os policiais, o tiro fatal aconteceu por volta das 20h, quando só estavam no apartamento Elize, Marcos e a filha (dormindo em outro quarto). Elize deixou o corpo por dez horas em um dos quartos. Depois, o arrastou até outro cômodo da casa, onde o esquartejou. Neste momento, outra babá já estava no apartamento (chegou por volta das 5h30 do dia 20), mas ela não ouviu nenhum barulho, pois a residência é muito grande. No dia 20, Elize deixou o apartamento por volta das 11h30, carregando malas, e ficou ausente por 12 horas. Ela só retornou às 23h50, sem as malas.

No dia 27 de maio, várias partes do corpo de Marcos foram encontradas na região de Cotia, inclusive a cabeça. No dia seguinte, houve o reconhecimento formal do corpo pelos familiares do empresário. De acordo com os investigadores do DHPP, durante toda a madrugada da última terça-feira foram feitas diligências pelos policiais no apartamento do casal, na zona oeste de São Paulo, nas quais foi utilizado luminol, um reagente químico que localiza manchas de sangue.

Com informações do IG + O DIA

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