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Prefeitura aguarda decisão da justiça sobre pedido do fim do acampamento

A Procuradoria-Geral da Prefeitura de Curitiba solicitou à Justiça Federal do Paraná a transferência do ex-presidente Lula da sede da Policia Federal, em Curitiba, para outro local. De acordo com o documento assinado pela procuradora Vanessa Volpi, o pedido leva em conta transtornos e problemas de segurança que vem sendo gerados com as manifestações, pró e contra Lula, nas ruas no entorno da superintendência. A procuradoria pede para que Lula seja transferido para “local seguro e adequado às circunstâncias do caso, restabelecendo-se a ordem, o direito de ir e vir e a segurança da população, por ser medida de justiça”.

Ainda segundo o documento, o município já tomou todas as medidas cabíveis, inclusive com o pedido de interdito proibitório, que preservava o entorno da PF e proibia a montagem de estruturas em praças e ruas da cidade”. Por meio de nota, a prefeitura de Curitiba afirma que alguns serviços essenciais estão prejudicados na região do bairro Santa Cândida. De acordo com a administração municipal, o restabelecimento da iluminação pública em pontos da região, em especial na área ocupada por manifestantes, não está sendo possível devido à falta de acesso dos veículos que fazem a manutenção.

No local, há cerca de 500 pessoas acampadas permanentemente, número que chega a mil em determinadas horas do dia. A nota ainda traz a informação de que há pelo menos 10 postes apagados no aguardo de manutenção, que integram um total de 178 ocorrências registradas na Central de Atendimento 156. Para a prefeitura, houve ainda mudanças na rotina de coleta de lixo das residências na área ocupada, pelo fato de o caminhão não ter passagem. Nestes locais, a coleta está sendo feita com o suporte de uma camionete pequena. Já a coleta dos resíduos gerados pelos manifestantes está sendo feita sem problemas, com o depósito em local combinado com os líderes da ocupação.

O pedido foi encaminhado para a Vara de Execuções Penais e a juíza responsável pelo caso, Carolina Lebbos, ainda não se manifestou sobre a possibilidade de transferência de Lula para outra unidade prisional.

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