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Presídio em Pinhais agora tem ala exclusiva para crimes do colarinho branco

A “galeria da Lava Jato” no Complexo Médico Penal em Pinhais, na Grande Curitiba, agora é exclusiva para presos por crimes de colarinho branco. O Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) decidiu abrir o espaço na unidade para receber apenas investigados em operações semelhantes.

Antes, eles dividiam a área com acusados outros tipos de crimes, mas que demandam prisão especial, como agentes de segurança, advogados e servidores públicos. É na sexta galeria do CMP que estão figuras como o ex-governador Beto Richa, o ex-deputado federal Eduardo Cunha e o ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine.

Com capacidade para cerca de 60 presos, o espaço abriga aproximadamente 40, uma média que varia de acordo com o surgimento de novas operações ou liberdade concedida a alguns dos acusados. Além de Beto Richa, mais dois alvos da Operação Entre Amigos, desdobramento da Quadro Negro realizada nesta terça-feira (19), foram levados para o Complexo Médico Penal. São eles o empresário Jorge Atherino e o ex-secretário especial de Cerimonial Ezequias Moreira. Os três são suspeitos de envolvimento no esquema de desvio de recursos de obras em escolas, durante o governo de Richa.

O Depen reservou para o ex-governador uma sala onde ele já esteve detido em janeiro, na segunda vez em que foi preso. A primeira foi em setembro do ano passado, quando Beto Richa ficou detido por alguns dias no Regimento de Polícia Montada, da PM, em Curitiba. Agora, o ex-governador voltou para o espaço que também havia sido preparado para o caso de uma transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da sede da Polícia Federal em Curitiba, o que nunca ocorreu.

Atualmente, 24 acusados em processos da Lava Jato estão detidos no Complexo Médico Penal. A unidade abriga presos da investigação desde março de 2015. Naquela ocasião, a Polícia Federal pediu a transferência de investigados por falta de condições de abrigar na carceragem provisória o número elevado de pessoas detidas nas várias fases da operação. Dez etapas haviam sido realizadas desde 2014 até aquele momento.

Até agora são 60 fases. Para atender ao pedido da Polícia Federal, a Secretaria de Estado da Segurança ofereceu a sexta galeria do Complexo Médico Penal. De acordo com o Depen, há cerca de dez dias, os presos com perfil diferente foram remanejados para outros espaços do sistema prisional.

(Bandnews)

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