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Restaurante é um dos segmentos mais afetados pela pandemia

 

Levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com a Alelo trouxe dados atualizados da primeira quinzena de maio, a respeito dos impactos da Covid-19 sobre os Índices de Consumo em Supermercados (ICS) e os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR).

Esta segunda divulgação é baseada em dados diários de transações realizadas em todo o território nacional, entre 1º de janeiro de 2018 e 16 de maio 2020.

A análise dos Índices de Consumo em Restaurantes (ICR), incluindo bares, lanchonetes, padarias, além de serviços de entrega (delivery) e retirada em balcão/para viagem (pick-up ou take away), indica que o setor ainda sente os impactos negativos das medidas restritivas, inicialmente registradas na segunda quinzena de março.

De acordo com o último levantamento, referentes à primeira quinzena de maio, foram registradas reduções de 61,2% no número de transações, de 44,9%, no valor dessas operações, e de 25,7%, na quantidade de estabelecimentos que receberam pagamentos nesse período (percentuais calculados em relação às respectivas médias de todas as primeiras quinzenas de 2019).

Os resultados, embora inferiores aos relatados em períodos anteriores, ainda representam impactos significativos sobre as atividades e estabelecimentos desse segmento. Para fins comparativos, na primeira quinzena de abril, intervalo temporal em que os impactos negativos foram mais expressivos, os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR) evidenciaram reduções de 67,7% no volume de transações, 56,7% nos valores dessas operações e 40,3% no total de estabelecimentos que realizaram vendas mediadas pelo benefício alimentação.

Já a avaliação dos Índices de Consumo em Supermercados (ICS) durante a primeira quinzena de maio identificou uma redução de 9,2% no número de transações realizadas (em comparação com a média das primeiras quinzenas de 2019). Esse resultado ocorre após registro de queda de 19,2%, na primeira quinzena de abril, e de um recuo de 11,8%, no período seguinte. Vale notar, em contraponto, que o valor das transações realizadas em supermercados aumentou 6,8% na primeira quinzena de maio (também em relação à média das primeiras quinzenas de 2019), após registrar uma queda de 4,9%, na primeira quinzena de abril, aumento de 7,5%, no período seguinte.

Os Índices de Consumo em Supermercados (ICS) e os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR) são atualizados e divulgados quinzenalmente pela Fipe e Alelo.

Outro estudo, da Hibou com a Indico, revela que 64,8% dos brasileiros já sentem o impacto negativo do isolamento em seus ganhos financeiros. O levantamento ouviu mais de 3 mil pessoas entre os dias 17 e 18 de abril aponta os novos hábitos de consumo e apurou que mais da metade dos brasileiros (53,7%) têm evitado qualquer tipo de compra desnecessária e que 88,4% dos brasileiros têm planos de diminuir a compra por impulso em tempos de pandemia e isolamento social.

O estudo também concluiu que 64,8% dos entrevistados já sentiram o impacto negativo do isolamento em seus ganhos financeiros. Outros 32,5%, permaneceram os mesmos ganhos. E, para uma minoria de 2,7%, os impactos desse novo momento foram muito positivos; 34,7% têm medido melhor a necessidade de uma compra. Uma minoria (5,6%) está apenas aguardando para retomar seus hábitos de compra e, para outros 6,2%, nada mudou.

Após a quarentena, 88,4% dos brasileiros pretendem comprar menos por impulso, pensando mais no que irão gastar. Isso vale também para marcas famosas e queridinhas dos consumidores, pois 72,2% dos entrevistados afirmam que estão menos dispostos a pagarem mais caro por um produto só por ser de uma marca famosa que gostam.

Em contrapartida, o consumo local ganha espaço na visão dos entrevistados e 61,5% deles estão mais dispostos do que antes a pagar um pouco mais caro por um produto que ajude a sua região ou cidade.

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