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Saúde e economia aumentam impopularidade de Bolsonaro

 

A rodada de maio da pesquisa XP Ipespe, concluída nesta terça-feira, mostra uma tendência de aumento na reprovação ao presidente Jair Bolsonaro e de redução na sua aprovação, ainda que dentro da margem de erro. O grupo que considera o governo bom ou ótimo oscilou de 27% na rodada concluída em 30 de abril para 25% agora, enquanto os que avaliam a gestão como ruim ou péssima foram de 49% para 50%.

Na mesma linha, também se deteriora a expectativa para o restante do governo, que agora é 48% negativa e 27% positiva, ante 46% e 30% em abril.

Os erros no combate à crise desencadeada pelo coronavírus explicam a queda. O grupo que avalia que a economia está no caminho errado saltou de 52% para 57%, enquanto os que veem a economia no caminho certo passaram de 32% para 28%. A chance de manter emprego é pequena ou muito pequena para 54% dos entrevistados (era 51% no levantamento anterior).

Os entrevistados foram questionados também sobre impactos da crise causada pelo coronavírus. Para 68%, o pior ainda está por vir, enquanto 22% avaliam que o pior já passou. A atuação de Bolsonaro na crise é vista como boa ou ótima por apenas 21% e como ruim ou péssima por 58%. Na primeira pesquisa, em 20 de março, apenas 18% classificavam a atuação do presidente como desastrosa.

A descrença aumenta à medida que a população vai sendo mais afetada: 68% não foram infectados ou conhecem alguém infectado, percentual que era de 78% em 30 de abril; agora, 31% conhecem alguém com a doença ou tiveram a Covid-19, ante 21% há 20 dias.

A maior preocupação com coronavírus é se infectar ou ver alguém da família com a doença: 55% apontam esta opção, ante 23% que temem mais a crise econômica e 20% que apontam ambas. Tiveram impacto na situação financeira 56%, ante 52%, no levantamento anterior.

Foram realizadas mil entrevistas de abrangência nacional, em 16, 17 e 18 de maio. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

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