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Secretário de Saúde culpa baixa adesão pela não ampliação da quarentena

O secretário estadual de Saúde, Beto Preto,  atribui à baixa adesão da população ao isolamento social o fato do governo não ter ampliado a quarentena, mesmo com o Paraná batendo recorde em número de mortes e de casos de Covid-19. Numa entrevista nesta tarde à RPC, Preto disse que a baixa adesão das prefeituras e da população em geral fez com que o governo não renovasse o decreto, mesmo admitindo que os números fazem do momento atual o pior já vivido pelo Paraná no combate à pandemia.

O secretário negou que a decisão foi política ou fruto da pressão econômica. “Durante a quarentena restritiva, tivemos adesões maiores e menores, tanto da população, quanto das prefeituras. Com muito respeito e tranquilidade, tratamos disso e fomos até o final. O que mais tem nos atrapalhado é a baixa adesão para o isolamento domiciliar. Não passamos de 41% do índice de isolamento. Precisávamos chegar a 50%. Isso nos mostra que o decreto tem valor, aconteceu, porém a adesão das pessoas não foi total”, destacou na entrevista.

Mesmo assim, o secretário considerou que o decreto foi fundamental para a desaceleração da curva de crescimento. “Fizemos a quarentena, vamos obter dados moderadamente razoáveis de desaceleração da curva. Numa entrevista nesta tarde à RPC, Preto disse que a baixa adesão das prefeituras e da população em geral fez com que o governo não renovasse o decreto, mesmo admitindo que os números fazem do momento atual o pior já vivido pelo Paraná no combate à pandemia. Mas isso não é suficiente. Vamos continuar avaliando junto com as prefeituras, que estavam reunidas e vão tomar seus decretos municipais novamente com vigência, e vamos entrar juntos. E, se for necessário entrar novamente com decretos estaduais, vamos fazê-lo, sem que nenhuma força desnecessária seja utilizada”, disse.

O secretário também disse que a ocupação de leitos de UTI será determinante para o estado decretar uma nova quarentena ou, até um lockdown, ainda mais rígido. “No Paraná tivemos poucos casos de pacientes esperando por um leito ainda não disponível. Não queremos chegar à situação ode outros estados em que pessoas morreram na fila, esperando uma vaga em UTI”.

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