Paraná Extra

Servidores passaram a noite na AL à espera de proposta

Mais de 400 funcionários públicos que ocuparam a Assembleia Legislativa ontem (9) à tarde, passaram a noite no prédio, ocupando as galerias, onde hoje pela manhã tomaram café. Em greve há 15 dias, os servidores ocuparam as galerias e afirmaram que só desocupam o local após receberem uma nova proposta de reajuste pelo governo.

A sessão que estava marcada para as 9 horas desta quarta-feira,10, foi transferida para as 10 horas. Essa deve ser a última antes do início do recesso parlamentar de julho. Uma comissão de deputados pretende tentar uma reunião com representantes do governo para buscar um acordo.

A categoria realizou um ato com cerca de 10 mil pessoas, boa parte vinda do Interior do Estado em caravanas organizadas por sindicatos. Em protesto por reajuste nos salários congelados há 3 anos, os servidores passaram entoar gritos contra o secretário Renato Feder, da Educação.

A ocupação ocorreu logo após discurso do deputado Ricardo Arruda (PSL), que defendeu a proposta do governo, de reposição de 5,09% parcelado até 2022. Arruda também comparou os salários dos deputados ao dos servidores, alegando que os parlamentares estão há quatro anos sem reajuste.

O presidente da Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB), chegou a suspender a sessão por alguns minutos, após servidores forçarem as portas do plenário, quando já era o deputado Tadeu Veneri (PT) quem discursava na tribuna. A sessão foi retomada quando os servidores se acomodaram nas galerias, mas a sessão foi “acelerada” para em seguida ser encerrada com as votações da ordem do dia. A sessão acabou por volta às 16h35.

Todas os acessos ao plenário da Casa foram fechados, e os deputados e funcionários da Assembleia ficaram impedidos de sair.

Após provocar uma reação de servidores, o deputado Ricardo Arruda saiu antes da invasão.

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