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Setor de moda deve fechar ano com queda entre 25% e 35%

O mercado de moda, que engloba vestuário, calçados e acessórios, foi mais afetado do que o varejo em geral durante a pandemia, apresentando uma recuperação mais lenta. Agora, de acordo com um estudo da Bain & Company, começa a apresentar sinais de recuperação no mundo e no Brasil.

“As empresas mais conectadas com as novas tendências de consumidores e que reagem mais rapidamente a este novo cenário são aquelas que sairão mais fortes deste momento de grandes mudanças”, conta Luciana Batista, sócia da Bain & Company.

Na China, as vendas de vestuário foram impactadas negativamente pela Covid-19, mas logo após o bloqueio, as vendas virtuais se recuperaram e continuam a crescer rapidamente. Já a indústria da moda na Europa foi impactada mais fortemente do que o mercado de varejo como um todo, porém também já mostra sinais de recuperação.

De acordo com o levantamento, a expectativa é que a contração do setor seja de 25-35% no setor de moda “mainstream” e uma queda um pouco menor no setor de luxo. Em ambos os cenários, a expectativa é que a recuperação seja mais acelerada na China e restante da Ásia, e mais lenta nas Américas e Europa.

Também no Brasil, o segmento foi extremamente afetado durante o início da pandemia, sobretudo durante a fase mais intensa de lockdown (confinamento). Nos últimos meses, no entanto, o setor vem crescendo mais rapidamente em comparação com outros setores ainda mais afetados, como turismo, bares e restaurantes.

Apesar de observarmos uma recuperação mais rápida na China, a recuperação do mercado no Brasil deverá ser mais lenta, seja pelo prolongamento da curva de casos observados, seja pelo impacto na renda disponível do brasileiro, fortemente impactada pela pandemia.

Com isso, o mercado da moda deve atingir uma retração de 25-35% em 2020 contra 2019, apesar de uma tendência positiva esperada ao longo dos próximos meses.

Por outro lado, canais online apresentaram crescimento conforme as medidas de contenção começaram a ser implantadas, chegando a representar 2/3 da venda do setor nas piores semanas de confinamento. Com a reabertura das lojas físicas, a tendência é que o peso do canal estabilize, no entanto em patamares bastante superiores aos meses anteriores à pandemia. A penetração do canal virtual no setor deverá passar de 10% em 2019 para 18-20% em 2020, um salto contra a média histórica de ganho de 1-2 pontos de penetração ao ano.

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