Paraná Extra

Soifer afirma que Pátio Batel não é shopping para ricos

O mais novo shopping de Curitiba, inaugurado nesta semana.

O mais novo shopping de Curitiba, inaugurado nesta semana.

 

 

Logo que o visitante entra no Pátio Batel, que abriu oficialmente ontem (10), em Curitiba, encontra, já no piso térreo, as principais marcas internacionais e nacionais. Lá estão, lado a lado, ícones como Louis Vuitton, Ermenegildo Zegna, Tiffany&Co, Burberry, Prada, Carolina Herrera, Empório Armani, Lelis Blanc, Max Mara e Mont Blanc. Das quase 200 operações do mais novo shopping de Curitiba, 54 são inéditas. Algumas se instalando pela primeira vez também no Sul do Brasil. São nove pisos, sendo cinco de estacionamento e quatro de operações comerciais. Tudo num espaço de 28.735 metros quadrados.

 

 

 

 

 

E com isso tudo, o certo seria imaginar que o Pátio batel é um shopping só para ricos? O empreendedor Salomão Soifer garante que não. O homem que investiu do próprio bolso cerca de R$ 250 milhões (fora o terreno no Batel), rejeita o rótulo de shopping de luxo e prefere, primeiro se igualar, para depois, buscar a diferença. “Posso garantir, sem medo de errar, que aqui temos tudo que os outros têm, mas também, certamente, temos o que eles não têm. Vejam, confiram e depois me falem que tenho razão”, diz ele, empolgado com o maior empreendimento imobiliário de sua vida, inaugurado na véspera de completar 80 anos.

 

 

 

 

 

E o Pátio Batel, de fato, é de tirar o fôlego. Por onde se olha, é possível encontrar bom gosto e sofisticação, além de muita tecnologia. Todos os nove andares, por exemplo, oferecem 50 megas de cobertura wi-fi, com internet grátis. O estacionamento, com 2,3 mil vagas, é totalmente automatizado, com as chamadas “vagas inteligentes”, que orientam o motorista sobre onde estacionar. Há ainda bicicletário, com vestiário para o ciclista, bebedouros para cães e gatos (é possível, sim, passear com seu animal de estimação pelo shopping), e uma profissional contratada pelo Pátio batel apenas para atuar como consultora de estilo, no chamado “Bureau de comportamento e estilo”, para quem quer se vestir bem, sem correr o risco de errar.

 

 

 

 

 

Lojas locadas

 

 

 

 

 

Das 200 operações comerciais previstas, 140 começam a funcionar já na inauguração. Outras 40 devem passar a operar até o fim do ano, entre elas a da rede mexicana Cinépolis, que está prevista para inaugurar em novembro e é uma das âncoras do shopping.Poucas deixarão para abrir no 1º trimestre de 2014. Ao todo, o Pátio Batel começa com 90% dos espaços locados. “Nosso índice está 30% acima da média habitual de locação dos shoppings na inauguração. Este é mais um indicativo do sucesso do empreendimento”, diz a gerente de marketing, Sonia Marques.

 

 

 

 

 

A previsão é que o Pátio Batel – que é o 12° shopping de Curitiba – gere cerca de R$ 43 milhões em impostos municipais, estaduais e federais por ano, com 2,5 mil empregos diretos e cerca de 500 indiretos.

 

 

 

 

 

A escolha

 

 

 

 

 

A inauguração do Pátio Batel ocorre no momento em que Curitiba se consolida como cidade e ambiente de negócios de ponta no país. Em termos de oportunidades e solidez de mercado, Curitiba está para o Brasil como o próprio país para o mundo. Eleita em 2012 a “cidade do ano como destino de investimentos” na América Latina, pela revista The European, foi também a cidade mais desenvolvida do Brasil em 2012, de acordo com o IFDM (Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal). A taxa de crescimento de 1,8% / ano, acima da média do país e da Região Sul, segundo o IBGE, e a fama de mercado-teste também fazem da cidade um destino interessante para marcas de renome global.

 

 

 

“Nós costumamos dizer que o que dá certo em Curitiba, dá certo em qualquer lugar do Brasil, isso porque o consumidor daqui é extremamente exigente com a qualidade do atendimento e de produtos”, conta Salomão Soifer.

 

 

 

Sonia Marques conta que a primeira grande negociação do Pátio Batel se deu com a renomada Louis Vuitton. “Nossa primeira grande negociação foi com a Louis Vuitton. Posso dizer que pelo menos 50 pessoas estiveram envolvidas neste processo, mas, se dúvida, que acumulou mais horas de voo e de reuniões neste contrato foi o senhor Salomão Soifer. É certo que a empresa valoriza a questão econômica, mas não há dúvida que a idoneidade, honestidade e tradição da família Soifer com cinco décadas de trabalho, pesou, e muito na escolha da marca”, relata Sonia.

 

 

 

 

 

Luxuoso demais?

 

 

 

 

 

Uma das questões levantadas na entrevista coletiva para a inauguração do empreendimento foram boatos de que o Pátio Batel seria luxuoso demais, a ponto de afastar a classe C. Para o superintendente Michel Sarraff, este “preconceito” irá se dissipar na primeira visita. “Nenhum segurança vai acompanhar quem entrar a pé no shopping e posso garantir que entrar no Pátio Batel é de graça. Outra questão é com relação ao preço do estacionamento. Estamos cobrando o preço médio dos outros shoppings e bem menos que os valores praticados pelos estacionamentos da região. O valor é de R$ 3,50 para meia hora e de R$ 7,00 para as primeiras três horas”, diz Sarraff.

 

 

 

 

 

Segundo a gerente comercial, Vanessa Xavier, o Pátio Batel sempre teve a preocupação de não ser citado como um shopping de luxo porque o mix privilegia todas as classes sociais. “Tivemos um cuidado muito grande na composição do mix, mesclando marcas locais com nacionais e internacionais. Num mesmo piso, o cliente encontra O Boticário e Séphora, ou então Louis Vuitton e Hering; ou seja, adequamos o mesmo espaço para vários públicos”, explica a gerente.

 

 

 

 

 

Sonia Marques acrescenta ainda que, num primeiro momento, foi preciso focar a comunicação na negociação com marcas como a Louis Vuitton, Tiffany&Co e Burberry, mas só num primeiro momento. “São marcas icônicas e tivemos que nos apoiar nelas para viabilizar a comercialização. Depois, abrimos o leque para várias iniciativas”, diz Sonia.

 

 

 

 

 

Obras de contrapartida

 

 

 

 

 

O filho de Salomão Soifer e presidente do grupo, ao lado do pai, David Soifer, também participou da entrevista coletiva. David explicou que o Pátio Batel ainda irá entregar outras obras no entorno do shopping como contrapartida exigida pela prefeitura. “Assinamos um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que prevê várias obras como contrapartida. Algumas já foram entregues. Entre elas a revitalização da Avenida Batel e também a rua Hermes Fontes. Dentro de seis meses temos que fazer o alargamento da rua Francisco Rocha e, dentro de oito meses, obras também na rua Carlos de Carvalho”.

 

 

 

 

 

Sobre a polêmica se o Bosque Gomm, atrás do shopping, será derrubado ou não, David Soifer diz que a polêmica está encerrada e a decisão da abertura da rua caberá à prefeitura. “Dependemos de estudos da Secretaria de trânsito e a decisão final que será tomada em conjunto entre a Secretaria de Urbanismo e o prefeito Gustavo Fruet sobre a abertura ou não da rua”, afirma.

 

(Sindishopping)

Deixe uma resposta