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Terça, o samba nordestino do poeta Adiel Luna na Caixa

Um show de samba com elementos do coco de roda, da cantoria de viola e do maracatu de baque solto, é o que promete o cantor, poeta e compositor pernambucano Adiel Luna – sétima atração do Projeto Samba de Bamba. A única apresentação acontece na próxima terça-feira, dia 4, às 20 horas, Caixa Cultural (R. Conselheiro Laurindo, 280 – Centro). O artista, que se chega pela primeira vez em Curitiba, possui uma relação direta com a cultura popular dentro das oralidades de terreiros – que se transforma numa base consistente para a construção de um trabalho singular, raro e bastante requintado.

Adiel adianta que seu espetáculo é festa, comemoração, brincadeira de improviso, onde cantador e público se reúnem para um passeio fascinante por essas manifestações que têm o verso improvisado como fio condutor. Para sua apresentação ele promete um clima íntimo e dançante com músicas de sua autoria e elementos singulares de sua identidade mesclada com contextos nordestinos: paisagens, religiosidade, cotidiano, histórias e sonoridades. Adiel será acompanhado por Rubinho França (voz e violão de 8 cordas); Luziano André (voz e sanfona); Fernando Moura (voz, cavaco e viola); Júnior Teles (percussão) e Nino Alves (percuteria).

Destaque da nova geração de artistas pernambucanos, Adiel Luna é sambador de coco e possui relação íntima com os terreiros das tradições populares. Sua bagagem como brincante e seu diálogo com as oralidades destas manifestações culturais registra seu diferencial, permitindo-o passear com uma agilidade ímpar nos versos de improviso – agregando ao seu trabalho uma dinâmica requintada, rara e bastante rica.

A relação de Adiel com a música vem de berço. Sua bisavó era cantadeira de casa de farinha e conheceu seu bisavô animando uma farinhada. Seu avô era um entusiasta da cantoria de viola e seu pai – assim como alguns tios e primos – é poeta e repentista. Cresceu assistindo as madrugadas de cantoria no sítio da família e desfrutou deslumbrado desse ambiente onde a brincadeira, a festa, acontece de forma genuína. À medida que foi se apaixonando pela poesia tradicional e se debruçando sobre ela, foi também descobrindo outros tipos de manifestações que não faziam parte do terraço de casa, mas que acabaram sendo levadas por cantadores com quem esbarrou por ali. É assim: tem cantador que é também maracatuzeiro. Tem cantador que é também coquista. Outro que mexe com as toadas de gado. E assim foi se ampliando o universo.

Abraçando a poesia e a música como paixão e profissão, esteve atento e disposto a assimilar, aperfeiçoar e aprender modalidades novas da poética tradicional cantada e de suas variações regionais. Hoje, é sambador rural, forrozeiro, toadeiro, coquista, mestre de baque solto, violeiro, cantador repentista e cordelista. Sua bagagem como brincante e seu diálogo constante e respeitoso com os mestres, as práticas, os terreiros tradicionais e as oralidades destas manifestações marca seu diferencial, permitindo-o passear com uma agilidade ímpar no improviso.

A este acumulo, acrescenta uma renovação, típica de quem saiu do campo para a cidade e que não pode – nem quer – desconsiderar as influências urbanas. O contato entre esses dois domínios resulta num trabalho extremamente original e sofisticado.

A próxima atração do projeto Samba de Bamba é o grupo carioca Flor do Samba no dia 2 de outubro.

 

Serviço –Projeto Samba de Bamba

Apresentação da cantor e compositor pernambucano Adiel Luna. Terça-feira, dia 4, às 20 horas, na Caixa Cultural Curitiba – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro.

Ingressos: R$30 e R$15 (meia – conforme legislação e correntistas que pagarem com cartão de débito CAIXA)

Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sábado das 12h às 20h, e domingo, das 16h às 19h)

Duração: 90 minutos

Classificação etária: Livre para todos os públicos

Lotação máxima: 125 lugares (2 para cadeirantes)

www.caixa.gov.br/imprensa|@imprensaCAIXA

www.caixa.gov.br/caixacultural

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