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TJ mantém prisão de jogar a esposa de prédio em Guarapuava

Por unanimidade, os desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) negaram um pedido de habeas corpus e mantiveram a prisão preventiva de Luis Felipe Manvailer, acusado de matar a esposa, a advogada Tatiane Spitzner, em julho de 2018.

O julgamento durou cerca de 12 horas e foi feito remotamente, devido à pandemia do novo coronavírus. Aliás, a pandemia foi um dos motivos apresentados pela defesa do biólogo para entrar com um habeas corpus, querendo a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares.

Manvailer foi preso no dia 23 de julho de 2018, horas depois de Tatiane Spitzner ser encontrada morta, dentro do apartamento do casal, na região central de Guarapuava.

De acordo com a Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança mostraram que o acusado tirou o corpo da advogada da calçada e levou para dentro do prédio, além de trocar de roupa e limpar as marcas de sangue antes de pegar o carro do casal e tentar fugir para o Paraguai.

Ainda segundo a polícia, o biólogo jogou o corpo da esposa da sacada do apartamento após uma discussão. Antes disso, ele teria agredido por diversas vezes Tatiane, no carro, na garagem do prédio e também no elevador.

Durante a audiência de custódia, Luis Felipe Manvailer negou que tenha matado a esposa e afirmou que ela se jogou da sacada, cometendo suicídio.

Manvailer segue detido na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) e deve ir a júri popular. Ele foi denunciado por homicídio qualificado por motivo torpe, asfixia mecânica, dificuldade de defesa da vítima e condição do sexo feminino (feminicídio).

O advogado Claudio Dalledone, que defende Luís Felipe Manvailer, disse que irá se manifestar oportunamente nos autos.

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