Paraná Extra

Tropa de choque tenta impedir invasão total da Assembleia

O protesto dos professores e servidores da rede pública de ensino, em greve desde ontem (2), que acabou agora pouco com o início da invasão da Assembleia, tumultua o Centro Cívico neste início de tarde. A Tropa de Choque da Policia Militar ocupou o plenário, onde os deputados pretendiam realizar a sessão, impedindo que os servidores que já estavam nas galerias descessem ao plenário. Pelo menos um servidor que pulou da galeria ao plenário foi preso. Dezenas de veículos da PM estão no estacionamento da Assembleia. Equipes da Rocam fortemente armadas estão ocupando os corredores que ligam os prédios.

O presidente Ademar Traiano tentou realizar a sessão, mas os professores ocuparam todas as galerias, parte dos corredores e as entradas do prédio. Há notícias de quebra de vidros e derrubada de um portão. Foram ouvidas explosões de bombas de efeito moral.

Os servidores ocuparam as galerias para pedir que o Executivo retire a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera as regras da previdência estadual.

Nesta terça-feira, encerra-se o prazo para que os deputados apresentem propostas de emenda à PEC.
Após a sessão plenária, estava marcada uma sessão extraordinária da Comissão Especial que analisa a proposta, quando será feito o relatório da proposta que deve ser analisada nos próximos dias em plenário.

No dia 18 de novembro, o governo enviou um pacote com três projetos, incluindo uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), para alteração na previdência dos servidores.
O projeto prevê o aumento da alíquota na contribuição dos servidores, de 11% para 14%, além do estabelecimento de idade mínima de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres se aposentarem.

O governo estadual disse que a emenda altera os artigos 35 e 129 da Constituição do Estado, e que a medida, replica o texto da PEC aprovada no Congresso Nacional, obedecendo regras gerais da reforma da previdência.
O Sindicato dos Trabalhadores de Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) disse que a categoria sofre com salário defasado e que o aumento na alíquota acarretaria na redução do poder de compra salarial.

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