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Uso da cloroquina não é recomendado pela Sociedade Brasileira de Infectologia

Pacientes com a Covid-19 não devem se medicar com doses da cloroquina e a hidroxicloroquina sem o devido acompanhamento médico. É o que orienta a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), que se manifestou após o Governo Federal apresentar um novo protocolo para uso dos medicamentos liberando a prescrição em fases iniciais da doença, e não apenas para casos graves.

Segundo o presidente da entidade, Clóvis Arns da Cunha, como existem estudos clínicos que não mostram a eficácia dos medicamentos para o tratamento da Covid-19 e indicam possíveis efeitos colaterais, os remédios não devem ser recomendados para uso de rotina.
Conforme diretrizes da SBI, a cloroquina e a hidroxicloroquina só devem ser utilizadas em pesquisas clínicas.

Porém, médicos podem prescrevê-las desde que compartilhem com os pacientes a falta da evidência científica dos medicamentos e os potenciais riscos.
Cerca de 1.500 estudos clínicos para avaliar potenciais medicamentos para o tratamento da Covid-19 estão em andamento no mundo. Segundo a SBI, as pesquisas devem ser acompanhadas de tratamento “padrão” com o uso de analgésicos nos casos leves a moderados, e de oxigenioterapia nos mais graves. O presidente da SBI ressalta que sem o acompanhamento correto, os resultados dos estudos podem ser prejudicados.
Para a implementação do protocolo de uso universal de hidroxicloroquina e cloroquina, a Sociedade Brasileira de Infectologia afirmou que é necessária uma taxa de cura dos medicamentos superior a 97%. Para atingir a marca é necessário a realização de mais pesquisas na categoria clínica randomizada, que segundo a SBI determina os resultados através de comparação de dados.

(Bandnews)

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