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Vacina contra febre amarela está disponível para toda a população

A vacina contra a febre amarela está disponível em 110 unidades básica de saúde para toda a população de Curitiba. Antes, a vacina só era ofertada para quem fosse viajar para as áreas consideradas de risco no Brasil ou para países que exigem a imunização.

Embora Curitiba permaneça fora da área de risco da doença, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) segue uma nova orientação do Ministério da Saúde e amplia a vacinação conta a febre amarela para aumentar o índice de proteção da população.

De acordo com o diretor do Centro de Epidemiologia da SMS, Alcides Oliveira, essa ampliação da vacinação em Curitiba é importante. “No último ano, o País viveu uma epidemia de febre amarela e nós passamos ilesos em Curitiba. Mas, para este ano, quando recomeçar o período da febre amarela, no verão, precisamos estar ainda mais protegidos, porque a tendência é o vírus circular mais”, explicou Oliveira.

A vacina da febre amarela é indicada para pessoas entre 9 meses a 59 anos de idade. Segundo Oliveira, quem já tomou a vacina uma vez na vida não precisa refazer. Se a pessoa não tomou a vacina ou se não tem certeza se tomou, a orientação é procurar a unidade de saúde e se imunizar.

Nas unidades de saúde, vacina da febre amarela segue um cronograma que varia. “A SMS adota o cronograma para otimizar o insumo, visto que cada frasco da vacina contém cinco doses e deve ser utilizado até seis horas após aberto”, explica Oliveira.

A febre amarela

A febre amarela é uma doença sazonal, geralmente com aumento de casos entre dezembro a maio. É causada por um vírus transmitido pela picada de mosquitos vetores infectados. Não há transmissão de pessoa a pessoa.

No ciclo silvestre (cujos casos têm sido registrados no país), a transmissão é feita pelo mosquito Haemagogus e Sabethes. No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro e a transmissão ocorre a partir do mosquito Aedes aegypti.

Os sintomas iniciais da febre amarela incluem o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza.

A maioria das pessoas melhora após estes sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença.

Em casos graves, a pessoa pode ter febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer. “Se observar os sintomas iniciais, a indicação é já buscar uma unidade de saúde”, orienta Oliveira.

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