Paraná Extra

Vereador, diretor e chefe de gabinete de prefeito de Londrina são presos

O vereador Eloir Valença (PHS), o chefe de gabinete da Prefeitura Municipal de Londrina, Rogério Lopes Ortega, e o diretor de participações da Sercomtel, Alisson Tobias de Carvalho, foram detidos na manhã desta terça-feira (1º) por policiais do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Os mandados de prisão temporária – válidos pelo prazo de cinco dias – foram autorizados nesta segunda-feira (30) pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Londrina, Mário Azzolini. Os três foram encontrados nas respectivas casas e foram levados até a sede do Gaeco.

Além das prisões, foram feitas diligências na casa e no gabinete de Eloir Valença. No final da manhã, o vereador precisou ser encaminhado até o Hospital do Coração, pois apresentava um problema na pressão arterial.

Eloir Valença havia prestado depoimento ao Gaeco nesta segunda-feira (30). Na saída, disse que estava na condição de testemunha e processaria Amauri Cardoso pelas acusações de que vereadores da Câmara de Londrina teriam sido pagos para votarem com a base aliada do prefeito.

Sua versão dos fatos não convenceu o Ministério Público, que pediu sua prisão temporária. Perto das 13h15, o chefe de gabinete e o diretor da Sercomtel foram encaminhados à Penitência Estadual de Londrina (PEL 2), onde já estão o ex-secretário de Governo, Marco Cito, e o empresário Ludovico Bonato.

Todos eles são suspeitos em uma denúncia de corrupção ativa, iniciada com a prisão de Cito e Bonato, que teriam oferecido R$ 40 mil ao vereador Amauri Cardoso (PSDB) pela compra de um voto contrário a comissão processante contra o prefeito de Londrina, Barbosa Neto. Este vai depor ao Gaeco nesta quarta-feira (2).

Por ter foro privilegiado, pôde escolher a data e horário e será ouvido em seu gabinete na prefeitura.

Investigação

O delegado do Gaeco, Alan Flore, em coletiva veiculada pela rádio Paiquerê AM, não deu detalhes de como vem sendo desenvolvida a investigação. Ele foi evasivo e afirmou que não pode dar informações, pois elas poderiam comprometer o inquérito em aberto.

“Eu não posso relatar quais os elementos de provas que temos até o presente momento. É verdade que a Justiça reconheceu os elementos que são sustentados por nós e deu o decreto de medida cautelar”, comentou.

Flore também não adiantou se haverão outras prisões ou cumprimentos de mandados de busca e apreensão.

De www.odiario.com

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