Setembro amarelo 2025: movimento pela vida no Paraná
O anfiteatro da Universidade Paranaense (Unipar), em Toledo, se transformou em um espaço de reflexão e acolhimento. Nesta quinta e sexta-feira, dias 25 e 26 de setembro, acontece o evento “Setembro Amarelo 2025 – Movimento pela Vida”, promovido pelo Departamento de Saúde Mental (DSM) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Essa iniciativa visa a conscientização e a prevenção do suicídio, alinhando-se à campanha global que busca discutir esse tema tão delicado.
Com a participação de profissionais de saúde, educadores, assistentes sociais, estudantes e a comunidade em geral, o evento segue com a mesma programação nos dois dias, das 8h às 17h30. Assim que chegam, os participantes recebem um adesivo com a frase “Falar salva vidas” e um laço amarelo, símbolo do Setembro Amarelo. Outro momento simbólico do encontro é a impressão das digitais, mergulhadas em tinta amarela, em uma árvore sem folhas pintada em tela, criando uma grande árvore florida que representa a vida e a esperança.
A recepção também conta com uma exposição de trabalhos artesanais, como pinturas em tela e tecido, crochê e moldagem de sabonetes. Essas peças foram criadas por participantes das oficinas realizadas em espaços como o Ambulatório de Saúde Mental e os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que atendem diferentes públicos, desde crianças e adolescentes até adultos com transtornos mentais.
A abertura oficial do evento contou com a presença de autoridades locais. Entre os destaques estavam a diretora do DSM, Janaina Mery Gomes Formighieri, e a secretária municipal de Saúde, Adriane Monteiro. O vice-prefeito Lucio De Marchi, representando o prefeito Mario Costenaro, enfatizou a importância de discutir temas como depressão e ansiedade, que têm se tornado cada vez mais comuns. Ele destacou que é essencial criar redes de apoio e estar presente para aqueles que precisam.
A Professora Marli, vereadora, falou sobre a necessidade de abordar o suicídio com base científica, ressaltando que muitos fatores podem levar uma pessoa a essa situação. Para ela, é fundamental unir esforços entre o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil. “Devemos incentivar a prática de atividades físicas, cujos benefícios são amplamente reconhecidos, em vez de consumir conteúdos que prejudicam nossa saúde mental”, sugeriu.
O promotor de Justiça, José Roberto Moreira, também se manifestou, destacando que o Ministério Público está comprometido em promover boas práticas e políticas públicas que ajudem a desmistificar a ideia de que falar sobre suicídio estimula sua ocorrência. Ele acredita que eventos como esse são essenciais para abrir discussões e identificar melhorias nas políticas do setor.
A secretária de Saúde, Adriane Monteiro, reforçou que o cuidado com a saúde mental é uma responsabilidade de todos. “Devemos estar atentos aos sinais de sofrimento de amigos e familiares e orientá-los a procurar ajuda”, disse. Para ela, a partir desse evento, muitas vidas podem ser salvas.
Para Janaina, do DSM, o Setembro Amarelo é muito mais do que uma campanha de prevenção do suicídio; é uma celebração da vida. “Cada vida importa, e cada dor precisa ser ouvida e cuidada. Ninguém precisa passar por isso sozinho”, destacou. A coordenadora do curso de Psicologia da Unipar, Marilena Koch, também enfatizou a importância da união entre universidade, poder público e sociedade para que todos possam contribuir na prevenção do sofrimento psíquico e na promoção da qualidade de vida.




