Curitiba e Região

Baleado no BarBaran: discussão teve início por copo

Na noite de sexta-feira, um incidente tenso no BarBaran, no Centro de Curitiba, resultou em um homem de 51 anos baleado. O caso, que chamou a atenção da população, envolveu uma discussão entre a vítima e um policial civil de folga. Tudo começou por conta de um copo deixado na pia do banheiro, que o policial decidiu retirar para lavar as mãos, gerando a irritação do homem.

Testemunhas contaram que a situação rapidamente escalou para uma briga física. O policial, durante o confronto, alegou que foi atingido na cabeça e empurrado contra a porta. Em meio à confusão, ele se identificou como policial e avisou que estava armado. Segundo a defesa do policial, diante da contínua agressão, ele disparou uma única vez contra a vítima. O advogado de defesa, Heitor Bender, defendeu a ideia de legítima defesa, comentando sobre os arranhões no braço do policial, que indicariam uma luta pelo controle da arma. Bender ainda destacou que a briga durou menos de um minuto e que, mesmo após a identificação, a agressão não parou.

O advogado também informou que o policial havia ingerido uma quantidade pequena de álcool, tendo passado menos de uma hora no bar com amigos. Sobre a presença de arma em um bar, a defesa explicou que a orientação da Secretaria de Segurança Pública é que policiais permaneçam armados e identificados, mesmo fora de serviço. Por outro lado, o advogado da família da vítima, Elias Mattar Assad, contestou essa versão, afirmando que até o momento não foi encontrada uma justificativa válida para o uso da arma contra um cidadão que estava no bar com seus familiares.

A situação é ainda mais preocupante, pois a vítima, que estava acompanhada da família, foi socorrida imediatamente e se encontra em estado grave na UTI do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie. Após passar por uma cirurgia de emergência, ele aguarda uma segunda intervenção cirúrgica, enquanto a família acompanha de perto a situação.

Na manhã seguinte, o policial, que não tem histórico de má conduta, passou por exames no Hospital Cajuru e depois foi ouvido pela polícia. A Polícia Civil do Paraná esclareceu que não houve prisão em flagrante, pois os primeiros elementos indicam a possibilidade de legítima defesa. Eles também informaram que a Corregedoria acompanha o caso desde o início, com uma investigação detalhada em andamento para esclarecer todos os fatos.

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