PARANÁ

Abrabar apresenta “Bebida Legal” contra intoxicação por metanol

Recentemente, a situação de intoxicações por metanol em bebidas adulteradas ganhou destaque em São Paulo, e isso acendeu um alerta em todo o Brasil. Em resposta a esses casos preocupantes, a Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas do Paraná, a Abrabar, lançou uma campanha chamada “Bebida Legal”. O objetivo é conscientizar tanto os consumidores quanto os comerciantes sobre os riscos das bebidas falsificadas e adulteradas.

O metanol é uma substância extremamente tóxica, e seu uso em bebidas alcoólicas é totalmente proibido. Ele pode causar danos severos ao fígado, ao cérebro e até ao nervo óptico, podendo resultar em cegueira e até mesmo em mortes. Até o dia 1º de outubro, já eram seis as mortes confirmadas em decorrência do consumo desse tipo de bebida em São Paulo. Embora o Paraná ainda não tenha registrado casos, a Abrabar destaca que o estado é um ponto estratégico na rota de contrabando de bebidas que vêm da Argentina e do Paraguai. Um estudo da Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD) apontou que cerca de 36% dos destilados vendidos no Brasil são adulterados.

O presidente da Abrabar, Fábio Aguayo, falou sobre a importância dessa campanha. Ele afirmou que a iniciativa busca não só proteger a saúde da população, mas também garantir que os empresários que atuam de forma legal possam competir em condições justas. “Estamos pedindo uma força-tarefa envolvendo diversas secretarias estaduais para atuar na prevenção. A ideia é realizar campanhas educativas em bares, casas noturnas e nas redes sociais”, comentou Aguayo.

Além disso, a campanha também apoia o Projeto de Lei nº 393/2025, que foi proposto pelo deputado estadual Requião Filho. Essa proposta, que já tramita na Assembleia Legislativa do Paraná, visa criar um selo “Bebida Legal”. Esse selo certificaria os estabelecimentos que vendem apenas bebidas com procedência comprovada. A ideia é que esses locais tenham que provar a qualidade e a origem dos produtos que oferecem. Com isso, espera-se aumentar a transparência para os consumidores e desencorajar a venda de bebidas adulteradas.

Caso o projeto seja aprovado, os bares e restaurantes que não cumprirem as regras poderão enfrentar multas que vão de 200 até 3 milhões de reais. Para Aguayo, essa medida é fundamental. “O cidadão precisa saber exatamente o que está consumindo. Diante dos riscos à saúde, é crucial termos uma legislação que assegure a procedência das bebidas, garantindo segurança tanto para os consumidores quanto para os empresários”, afirmou.

A proposta também inclui um novo artigo no Código Estadual de Defesa do Consumidor, que asseguraria aos clientes o direito de obter informações claras sobre a natureza, a procedência e a qualidade das bebidas alcoólicas vendidas em qualquer estabelecimento do Paraná.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo