Curitiba e Região

Curitiba combate fura-catracas nas estações-tubo

A luta contra os fura-catracas em Curitiba ganhou um novo impulso. A Urbs, que cuida do transporte público na cidade, começou a instalar barreiras nas estações-tubo, com o objetivo de evitar que pessoas entrem nos ônibus sem pagar. A primeira estação a receber esse dispositivo foi a China, localizada no Bairro Alto. Se o tempo ajudar, nesta sexta-feira (10/10), será a vez da estação Passeio Público, no Centro Cívico, que também terá barreiras instaladas em ambos os sentidos. Durante a instalação, as estações continuam funcionando normalmente, sem causar transtornos para quem utiliza o transporte.

Essas barreiras estão sendo colocadas nas laterais das estações, bloqueando aquele espaço que muitos costumam usar para entrar sem passar pela catraca. A previsão da Urbs é ambiciosa: em até um ano, todas as 62 estações-tubo da cidade devem ter esses dispositivos. O presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, explica que a evasão prejudica o transporte público. Quando as pessoas não pagam, a receita diminui e, para compensar, a empresa precisa gastar mais com fiscalização e segurança. O resultado é um aumento no custo do serviço, que acaba afetando os passageiros que pagam corretamente.

O número de fura-catracas é alarmante. Um levantamento feito pelo Setransp, o sindicato das empresas de ônibus de Curitiba, revelou que, entre 11 e 17 de agosto, foram registradas 32.181 invasões. Isso dá uma média de quase 4.600 pessoas por dia se esgueirando. Embora tenha havido uma queda de 14% em relação a março, quando foram contabilizadas 36.729 invasões, os números ainda são preocupantes. A estação Marumby, por exemplo, foi a campeã de evasões, com 1.022 casos. Outras estações, como UTFPR e Osternack, também figuram entre as mais problemáticas.

Quando olhamos a proporção de evasão, a estação Barigui, no Mossunguê, se destaca. Por lá, 34% dos usuários não pagaram passagem no sentido bairro, e no sentido Centro, o número ainda é alto, chegando a 21%. O presidente do Setransp, Angelo Gulin, comenta que as empresas fazem pesquisas constantes para identificar os pontos críticos de evasão e compartilham essas informações com os órgãos públicos. Ele espera que a população apoie essa iniciativa, que busca mais segurança e justiça para quem utiliza o transporte público de forma correta.

Além das barreiras fixas, a Urbs também está testando um novo modelo de barreira móvel, inspirado na ideia de um passageiro. Esse sistema funciona com sensores que detectam quando a rampa do ônibus encosta na plataforma da estação-tubo. Os testes começaram em março, na estação Morretes, no Portão. Alceu Portella, responsável pela manutenção da Urbs, destaca que estão avaliando os resultados e, se tudo correr bem, o projeto pode ser implementado em outras estações no futuro.

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