Paraná planeja expandir colégios cívico-militares para integrais
O governador Ratinho Junior enviou um projeto de lei à Assembleia Legislativa do Paraná com uma proposta interessante: expandir o programa de colégios cívico-militares, agora incluindo escolas de ensino integral na rede estadual. Essa mudança pode começar a valer já no ano letivo de 2026, trazendo novas possibilidades para a organização escolar.
Atualmente, o Paraná conta com 312 colégios cívico-militares, que atendem cerca de 190 mil alunos. Mesmo com o fim do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares pelo Governo Federal em 2023, o estado decidiu manter e até expandir esse modelo, se consolidando como a maior rede de ensino cívico-militar do Brasil. O programa foi criado em 2020 após conversas com pais, responsáveis e professores, buscando atender às demandas das comunidades escolares.
O secretário de Educação, Roni Miranda, acredita que essa abordagem se consolidou devido ao apoio das famílias e aos resultados positivos que foram alcançados nos últimos anos. Ele afirma que há uma demanda crescente por vagas e que a legislação está sendo ajustada para permitir a ampliação do programa. “O Paraná tem a melhor educação do Brasil e estamos acelerando para manter esse padrão de excelência”, destaca Miranda.
Uma das novidades do projeto é a inclusão das escolas de tempo integral no programa. O ensino integral está se expandindo no estado. Em 2019, havia apenas 73 escolas com essa modalidade; agora, espera-se que em 2025 esse número chegue a 412, abrangendo 228 municípios e atendendo mais de 80 mil estudantes. Nessa modalidade, os alunos ficam na escola por nove horas diárias, com direito a cinco refeições, além de uma variedade de atividades pedagógicas e formação em áreas como esportes, cultura e tecnologia.
Outra mudança importante é que, para um município implementar um colégio cívico-militar, será necessário ter pelo menos duas escolas estaduais em funcionamento. Além disso, o projeto também abre espaço para a inclusão do ensino técnico-profissionalizante nesse modelo. Contudo, algumas regras continuam valendo: instituições que oferecem aulas no período noturno, escolas de educação de jovens e adultos, além de escolas indígenas, quilombolas e outras com características específicas não poderão aderir ao programa.
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