Curitiba e Região

Ex-prefeita de Colombo é declarada inelegível por oito anos

Na última segunda-feira, dia 20 de outubro, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) tomou uma decisão importante em relação às eleições municipais de 2024 em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. O tribunal identificou uma fraude relacionada à cota de gênero cometida pelo Partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

Como consequência, a ex-prefeita Beti Pavin, que concorria novamente ao cargo, foi considerada inelegível por um período de oito anos. Além dela, o único vereador do MDB eleito na cidade, Elcio do Aviário, também teve seu diploma cassado. Isso abre espaço para que Anderson Prego, do PT, que foi o candidato mais votado em Colombo com 2.950 votos, possa assumir a cadeira. Ele não havia conseguido assumir antes devido ao coeficiente eleitoral, mas agora aguarda a finalização do processo para tomar posse.

A situação envolvendo a candidatura de Professora Angela Uber, que também era do MDB, foi um dos pontos centrais da decisão do TRE-PR. O tribunal concluiu que sua candidatura foi apenas uma estratégia para atender à exigência de ter mulheres nas candidaturas. Segundo as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os partidos devem garantir que entre 30% e 70% de suas candidaturas sejam de cada gênero. No caso de Angela, que teve apenas nove votos em uma cidade com aproximadamente 119 mil eleitores, isso levantou suspeitas. Além disso, ela não fez campanha presencial ou digital e apresentou uma prestação de contas simbólica, com uma única doação estimada em R$ 1.028.

Com essa decisão, Angela também se tornou inelegível por oito anos. O advogado Luiz Eduardo Peccinin, que representou o Partido dos Trabalhadores na ação, destacou que essa decisão mostra a importância do cumprimento das regras de cota de gênero e a atuação da justiça eleitoral para garantir que apenas candidaturas válidas possam participar das eleições. O processo ainda pode ser recorrido, então a história pode ter novos desdobramentos.

A reportagem tentou contato com a defesa de Beti Pavin e Elcio do Aviário, mas, até o momento, não obteve resposta. O espaço permanece aberto para que eles se manifestem sobre essa situação.

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