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Golfinho raro é resgatado no litoral do Paraná

Um filhote de toninha, um tipo de golfinho pequeno, foi resgatado com vida na Ilha do Mel, no litoral do Paraná. Essa é uma notícia importante, já que a toninha é uma espécie criticamente ameaçada de extinção. O animalzinho, uma fêmea recém-nascida, foi encontrado na noite de sexta-feira, 24 de outubro, por um turista e um policial militar que estavam passeando pela região.

Após o resgate, eles imediatamente chamaram a equipe do Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que fez os primeiros atendimentos e avaliações clínicas. O filhote, que mediu 61 centímetros e pesava 2,85 quilos, foi levado para o Centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise da Saúde da Fauna Marinha, em Pontal do Sul, onde recebeu cuidados especializados.

O veterinário Fábio Henrique de Lima explicou que o filhote apresentava sinais de fraqueza e instabilidade, características comuns em recém-nascidos. “É uma situação muito delicada. Filhotes dessa idade precisam de cuidados constantes e condições específicas para se manterem estáveis. Estamos contando com uma rede internacional de especialistas que compartilha protocolos e experiências sobre o atendimento a toninhas, o que tem sido fundamental para o tratamento”, comentou.

Atualmente, a toninha está em processo de estabilização no Centro de Reabilitação, recebendo cuidados intensivos e monitoramento contínuo de uma equipe multidisciplinar. Essa espécie é considerada a mais ameaçada de extinção na América do Sul, e no Brasil, está classificada como “criticamente ameaçada” pelo Ministério do Meio Ambiente.

A bióloga Camila Domit ressalta que cada resgate como este é um alerta sobre a necessidade de conservação da espécie. “A sobrevivência da toninha depende de ações coordenadas envolvendo pesquisa, fiscalização e políticas públicas. É essencial regular a pesca e controlar as atividades humanas no ambiente costeiro para proteger esses animais e garantir a manutenção das populações”, explica.

As toninhas vivem em águas rasas, que vão desde o Espírito Santo até a Argentina, e precisam de áreas costeiras para se alimentar e se abrigar. Cada filhote nasce com menos de 80 centímetros de comprimento, e é crucial que continuemos a proteger esses pequenos cetáceos para que possam prosperar em seu habitat natural.

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