Área na Sete de Setembro tem potencial de lucro milionário
Um terreno público de 425,11 m² na avenida Sete de Setembro, no bairro Cristo Rei, está prestes a passar por uma mudança significativa. A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) recebeu um projeto de lei do Executivo que propõe a venda dessa área, que hoje é considerada um bem de uso comum da população. Se a proposta for aprovada, o terreno será vendido diretamente para a empresa Pelanda Gestão de Ativos por R$ 1,246 milhão.
Esse valor foi cuidadosamente definido pela Comissão de Avaliação de Imóveis (CAI) da Secretaria Municipal de Administração e Tecnologia da Informação. O laudo de avaliação número 69/2025 confirma que a área em questão não tem uma destinação pública viável e é considerada inaproveitável se isolada. Além disso, o terreno está ao lado de um imóvel que já pertence à Pelanda, o que torna a venda mais lógica. Porém, a proposta de venda inclui uma condição: a empresa terá um ano para unificar os dois lotes. Se isso não acontecer, a autorização para a venda será cancelada.
Diversas secretarias municipais já se manifestaram sobre a questão. O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) não têm interesse em transformar o terreno em áreas públicas, como praças ou melhorias na infraestrutura. A Secretaria Municipal do Urbanismo (SMU) foi ainda mais incisiva, afirmando que o lote não atende aos requisitos mínimos da Lei de Zoneamento, Uso e Ocupação do Solo.
Para chegar ao valor de venda, a CAI usou um método comparativo de mercado, seguindo normas técnicas específicas. A Pelanda já demonstrou interesse formal, assinando um termo de concordância que garante o pagamento integral em até 30 dias após a emissão da guia de arrecadação, além de se comprometer com a unificação dos lotes.
Na justificativa do projeto, a Prefeitura ressalta que essa venda é uma oportunidade de cumprir a função social da propriedade, transformando uma área sem uso em um espaço que se integra à cidade. Além disso, a operação deve gerar receita para o Município, que pode ser usada em ações previstas na Lei Orçamentária Anual.
O projeto foi protocolado no dia 7 de outubro de 2025 e agora está sendo analisado pelas comissões temáticas da Câmara. Após essa etapa, a proposta deve ser votada em plenário. Enquanto isso, a comunidade acompanha essa movimentação que pode trazer mudanças significativas para a região.




