Marquinhos e sua trajetória no esporte profissional
O esporte desempenha um papel super importante na nossa sociedade, trazendo saúde, lazer e até oportunidades de trabalho para muita gente. Tem quem viva do esporte e quem viva para ele. Um exemplo disso é o Marco Antônio de Souza, mais conhecido como Marquinhos do DER ou Marquinhos do Comercial. Mesmo que o nome não diga muito, provavelmente você já ouviu falar dele.
Marquinhos, com seus 77 anos, nasceu em Cambé, no Norte do Paraná. Ele se mudou para Toledo em 1963, aos 15 anos, por conta da transferência do pai, que era policial militar. Foi em Toledo que ele começou a se destacar como goleiro de futsal. Depois de um tempo, aos 20 anos, ele se mudou para Cascavel para trabalhar no DER e acabou se estabelecendo no conjunto de casas do departamento, que na época ainda era uma área cheia de mato. Ele lembra que as primeiras ruas daquela região foram abertas com máquinas do DER, facilitando a vida dos moradores.
### Contribuições Iniciais para o Futsal
Marquinhos já jogava pelo Derac, o time de futsal dos funcionários do DER, mas logo foi além, se tornando um dos líderes na fundação da Liga de Futsal de Cascavel. Essa liga começou nas dependências do DER, com Tavico como o primeiro presidente. Ele comenta que, a partir desse momento, o futsal, que na época também era conhecido como futebol de salão, começou a crescer muito. O Derac, inicialmente formado apenas por funcionários, passou a contar com jogadores de destaque da própria Cascavel. Com cada novo atleta, a equipe se fortaleceu, e em 1978, sob a gestão do jornalista Omar Xiquinho Zimermann, o Derac conquistou tudo no Paraná, incluindo o campeonato de Cascavel e os Jogos Abertos. Marquinhos se lembra com orgulho: “O Derac se transformou em uma máquina, respeitada em todo o Paraná.”
Com o time se destacando, Marquinhos se tornou supervisor da equipe e teve a oportunidade de trabalhar com o técnico Eloi Kruger. Os jogadores tinham grande respeito por ele, e a amizade entre eles foi fundamental para trazer Kruger para o Derac. Depois de um tempo, Marquinhos se transferiu para o Santa Cruz, mas sua trajetória no futsal continuava firme.
### O Conhecimento do Esporte
Marquinhos é conhecido entre os amigos por sua memória impressionante. Ele consegue recitar a escalação do Palmeiras, seu time do coração, desde os anos 70 até os dias atuais, além de lembrar de jogos da Seleção Brasileira como se tivesse estado lá. Para ele, conhecer tantos detalhes é só resultado de ser uma pessoa informada, que sempre gostou de ouvir rádio, assistir TV e ler. Diariamente, ele devorava o jornal esportivo Gazeta Esportiva e a revista Placar, e desde 1976, é assinante do jornal O Paraná. Ele se considera apenas alguém que gosta de esporte e de estar atualizado.
### Uma Fábrica de Craques
Marquinhos acredita que Cascavel era uma verdadeira “fábrica” de craques nos anos 70 e 80. Segundo ele, se fosse na atualidade, muitos desses jogadores estariam na Seleção Brasileira.
### O Comércio e a Vida Pessoal
Quando o assunto é o Comercial, seu coração se enche de emoção. “É o meu clube, a minha casa, minha vida. Toda a formação dos meus filhos foi no Comercial”, diz Marquinhos. Sua ligação com o clube começou na década de 70 como sócio. Ao longo dos anos, ele se envolveu profundamente com a administração do clube, passando por vários cargos e gestões, sempre contribuindo para seu crescimento.
### Um Amor que Veio do Esporte
O esporte também trouxe um grande amor para a vida de Marquinhos. Durante jogos em Toledo, ele conheceu sua esposa, Salete, com quem está casado há 57 anos. Curiosamente, o que começou como uma paixão pelo goleiro do time logo se transformou em um lindo romance. Marquinhos, com seu cabelo longo à moda da época, se esforçava para fazer defesas incríveis, mas o que realmente o motivava era chamar a atenção de Salete. Eles se casaram em agosto de 1968, após Marquinhos se mudar para Cascavel, e desde então, construíram uma linda história juntos.
Essa é a vida de Marquinhos, um verdadeiro apaixonado pelo esporte e por tudo que ele representa.




