Desemprego no Paraná atinge menor taxa em 3º trimestre histórico
A taxa de desemprego no Paraná caiu para 3,5% no terceiro trimestre de 2025, o que mantém o estado na sexta posição entre as menores taxas do Brasil. Para se ter uma ideia, a média nacional está em 5,6%. Esses dados foram divulgados pela PNAD Contínua, uma pesquisa do IBGE, e mostram uma tendência positiva ao longo do ano. No primeiro trimestre, a taxa era de 4%, depois passou para 3,8% e agora alcançou esse novo mínimo.
Esse índice é o segundo menor já registrado na história do Paraná, perdendo apenas para os 3,2% do quarto trimestre do ano passado. Além disso, é a melhor taxa para um terceiro trimestre desde 2012, quando começaram as medições. O estudo estimou que, entre julho e setembro, cerca de 229 mil pessoas estavam sem trabalho, enquanto a população ocupada chegou a 6,24 milhões. O nível de ocupação está em 64,3% da população em idade para trabalhar, o que é bastante significativo.
Os setores que mais empregam no Paraná continuam sendo o comércio, a indústria e os serviços públicos, como educação e saúde, juntos somando mais de 3 milhões de trabalhadores. Outro dado interessante é que, entre os empregados do setor privado, 80,7% têm carteira assinada. Isso mostra que o emprego formal é bastante prevalente no estado. A taxa de informalidade, que é de 30,6%, está entre as quatro menores do Brasil, ficando atrás apenas de Santa Catarina, Distrito Federal e São Paulo.
O grupo de trabalhadores informais é majoritariamente composto por profissionais autônomos sem registro no CNPJ e por empregados sem carteira assinada. Apesar disso, o estudo aponta avanços na formalização do trabalho. O número de empregadores com CNPJ cresceu 32,7% em comparação ao mesmo trimestre do ano passado, e o de trabalhadores autônomos com CNPJ aumentou 20,3%.
No total, 6,48 milhões de pessoas estão ativamente na força de trabalho no Paraná, enquanto 3,24 milhões estão fora dela. O número de pessoas que não estão procurando emprego, conhecido como desalentados, foi estimado em 65 mil. Esse grupo inclui aqueles que, por vários motivos, não buscam trabalho, como falta de experiência ou de oportunidades na região onde vivem, além de jovens ou idosos que podem ser considerados fora do perfil para as vagas disponíveis.
Em termos de rendimento, o trabalhador paranaense teve um ganho médio mensal de R$ 4.069 no terceiro trimestre, representando um aumento de 5,9% em relação ao trimestre anterior e de 10% comparado ao mesmo período do ano passado. A massa de rendimento totalizou R$ 25,13 bilhões, também em crescimento, o que indica um aumento no poder de compra da população e um dinamismo econômico no estado.




