Curitiba deve implementar ferramenta para diminuir faltas no SUS
A Câmara Municipal de Curitiba está discutindo um projeto de lei que pode mudar a forma como as consultas no Sistema Único de Saúde (SUS) são gerenciadas. A ideia é reduzir as faltas não justificadas, que acontecem quando um paciente não comparece à consulta sem avisar. Quando isso ocorre, uma outra pessoa poderia ter utilizado aquele horário. A proposta é da vereadora Rafaela Lupion, do PSD, e busca implementar uma Política de Combate ao Absenteísmo no SUS da cidade.
Uma das principais sugestões do projeto é a criação de um sistema que confirme as consultas por mensagem de texto ou ligações automáticas, com um aviso de pelo menos 48 horas de antecedência. Além disso, a proposta inclui a formação de uma lista de espera única por especialidade, onde os pacientes seriam convocados conforme as vagas forem aparecendo. Dessa forma, se alguém não puder ir à consulta, outra pessoa pode ser chamada para ocupar aquele espaço.
Rafaela Lupion acredita que essa política deve abordar o problema de forma educativa, usando tecnologia e comunicação para apoiar os usuários, e não apenas penalizá-los. O foco, segundo a vereadora, é ampliar o acesso aos serviços de saúde, garantindo que a população tenha atendimento mais rápido e eficaz. A ideia é organizar os horários e recursos do SUS de maneira mais eficiente, aumentando o número de atendimentos sem comprometer a qualidade.
Vale lembrar que pessoas em situações especiais, como idosos, menores de idade, moradores de rua e pacientes em tratamento de saúde mental, oncológico ou com doenças crônicas, estarão isentas dessa nova política. A proposta também inclui campanhas educativas nas unidades de saúde e na mídia para conscientizar a população sobre a importância de comparecer às consultas e sobre os impactos negativos que as faltas injustificadas podem ter para todos.
Caso um paciente falte três vezes seguidas em consultas, sem justificar, o projeto sugere que a prioridade para agendamentos seja reavaliada. Isso pode fazer com que essa pessoa tenha que esperar mais tempo para conseguir um novo horário. O projeto foi protocolado no dia 12 de setembro e agora está sendo analisado nas comissões da Câmara. Depois de receber os pareceres, ele seguirá para votação em plenário. Se aprovado e sancionado pelo prefeito, a nova lei deve entrar em vigor em 90 dias após sua publicação no Diário Oficial do Município.




