Produtores do Oeste recebem multas que somam mais de R$ 1 milhão
Recentemente, o setor agrícola do Paraná, através da FAEP (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), pediu mais justiça e clareza na Operação Água Controlada, realizada pelo IAT (Instituto Água e Terra) no Oeste do estado. Essa operação resultou em 58 autuações e multas que somaram mais de R$ 1 milhão a produtores rurais da região, o que gerou preocupação entre as lideranças do setor.
No encontro que discutiu essa questão, estavam presentes o presidente da FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, o secretário estadual da Agricultura, Márcio Nunes, e o diretor-presidente do IAT, Éverton Souza. Meneguette expressou a insatisfação com a maneira como a operação foi conduzida. Ele ressaltou que muitos produtores foram pegos de surpresa por fiscalizações rigorosas, sem receber antes orientações técnicas ou tempo para se adequar às exigências. “Defendemos a legalidade e uma boa gestão da água, mas não podemos aceitar que os produtores sejam penalizados sem a chance de se ajustar. A fiscalização deve vir acompanhada de orientação”, afirmou.
A FAEP acredita que, embora a gestão dos recursos hídricos seja essencial, é preciso garantir que as fiscalizações levem em conta a realidade do campo e sejam acompanhadas de ações educativas. Eles argumentam que, se as irregularidades tivessem sido abordadas antes, muitas multas poderiam ser evitadas, assim como o desgaste entre os produtores e os órgãos ambientais.
Entre as propostas discutidas, a FAEP sugeriu a possibilidade de transformar algumas multas em advertências, além de fortalecer ações de regularização e capacitação para os produtores. Também foi mencionada a necessidade de criar políticas de apoio para ajudar os agricultores a se adequarem às normas hídricas, com um processo de fiscalização mais claro e uniforme. A ideia é proporcionar segurança jurídica e condições práticas para que os produtores possam atender às exigências ambientais.
O encontro também contou com a presença de representantes dos Sindicatos Rurais de Toledo, Marechal Cândido Rondon e Colombo, mostrando a união do setor diante das autuações. Para a FAEP, é importante encontrar um equilíbrio entre fiscalização e orientação, evitando que as medidas necessárias para proteger os recursos hídricos se tornem punições excessivas para os agricultores.




