PARANÁ

Paraná reduz desmatamento em 93,7% entre 2021 e 2024

O Paraná tem se destacado na luta contra o desmatamento, conseguindo reduzir suas taxas em impressionantes 93,7% entre 2021 e 2024. Para se ter uma ideia, isso significa que o estado passou de 6.887 hectares desmatados para apenas 432 hectares no ano passado. Esses números são resultado de um esforço conjunto e inovador, colocando o Paraná como o líder nacional na preservação ambiental durante esse período.

Essa queda significativa no desmatamento não é por acaso. O estado investiu em tecnologia de ponta e implementou políticas públicas eficazes, além de intensificar a fiscalização. O Instituto Água e Terra (IAT) utilizou geotecnologias avançadas, como imagens de satélite e plataformas de monitoramento que emitem alertas quase diariamente sobre desmatamentos em andamento.

Outra estratégia importante foi o fortalecimento das ações de campo. Os escritórios regionais e o Grupo de Operações Ambientais do IAT estão mais ativos, com uma abordagem que inclui autuações remotas, garantindo respostas rápidas a infrações ambientais. Isso tudo ajudou a aumentar o número de Autos de Infração Ambiental (AIA), que saltou de 2.352 em 2019 para 5.408 em 2024. O valor das multas também registrou um crescimento expressivo, passando de R$ 50 milhões para R$ 137 milhões no mesmo período.

Tecnologias em Ação

No Paraná, são utilizadas três plataformas de alerta para monitorar o desmatamento: a Rede MAIS, o Prodes Brasil e a Plataforma MapBiomas. Com essas ferramentas, é possível acompanhar em tempo real e identificar desmatamentos em áreas pequenas, com detecções que chegam a terrenos de apenas 0,3 hectare. Para apoiar essas tecnologias, o IAT contratou mais de 500 servidores desde 2021 e intensificou as operações de fiscalização.

Políticas de Incentivo à Preservação

Além da fiscalização, o estado também criou políticas públicas para incentivar a preservação ambiental. Um exemplo é o ICMS Ecológico por Biodiversidade, que recompensa financeiramente os municípios que abrigam Unidades de Conservação e áreas protegidas. Em 2024, 236 cidades foram beneficiadas, recebendo R$ 317 milhões por meio desse programa.

Desafios e Foco Futuro

Apesar dos avanços, o Paraná ainda enfrenta desafios. Um dos principais é a dificuldade em identificar infratores, causado por falhas na atualização de cadastros rurais e conflitos fundiários. O foco agora é manter a pressão da fiscalização e monitorar as áreas que receberam autuações, garantindo que elas se regenerem. Essa é uma etapa crucial para consolidar o Paraná como um dos estados mais sustentáveis do Brasil.

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