Projeto visa acelerar consultas oftalmológicas para alunos em Curitiba
Você sabia que até 30% das crianças em idade escolar podem ter problemas de visão que não foram diagnosticados? Pensando nisso, a vereadora Giorgia Prates, do Mandata Preta (PT), propôs um projeto de lei para garantir prioridade no atendimento oftalmológico nas escolas públicas de Curitiba. Essa ideia está sendo analisada pela Câmara Municipal, e o foco é ajudar alunos que apresentem sinais de dificuldade visual.
Giorgia destaca que detectar esses problemas cedo pode fazer toda a diferença na vida escolar das crianças. “Um diagnóstico precoce evita prejuízos educacionais e assegura condições de aprendizado mais justas”, explica. O projeto atenta para condições como miopia, hipermetropia e astigmatismo, que podem interferir no rendimento dos estudantes. Isso pode resultar em dores de cabeça, dificuldade para ler, falta de concentração e até risco de evasão escolar.
O plano sugere que as escolas encaminhem os alunos com dificuldades visuais para a unidade de saúde mais próxima, garantindo agilidade na marcação das consultas. A ideia é que isso seja feito com critérios que respeitem a equidade, ou seja, que todos tenham acesso igualitário a esse atendimento.
### Observação em sala de aula
A identificação de possíveis problemas de visão ficará a cargo das equipes pedagógicas. Elas observarão o comportamento dos alunos durante as aulas e, ao notar algum sinal de dificuldade, vão encaminhar o caso para a rede municipal de saúde. Além disso, o projeto prevê que a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) publique um relatório anualmente. Esse documento vai consolidar as informações sobre o atendimento prioritário, promovendo a transparência e permitindo um acompanhamento eficaz da política pública.
Giorgia Prates acredita que essa iniciativa tem um impacto financeiro baixo e se encaixa bem no orçamento atual da cidade. Ela se baseou em estudos da Organização Mundial da Saúde e do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, que mostram que muitos problemas de visão em crianças passam despercebidos. Segundo a vereadora, a falta de um diagnóstico adequado pode levar a desvantagens educacionais que acompanham os alunos por toda a vida escolar.
Ao defender o projeto, Giorgia ressalta que priorizar esse atendimento pode ajudar a diminuir desigualdades sociais e garantir que todos tenham acesso a direitos fundamentais. Outro ponto importante é que a elaboração dos relatórios anuais usará dados já existentes nos sistemas da Secretaria Municipal de Saúde, evitando a necessidade de novos investimentos.
O projeto de lei foi protocolado no dia 3 de outubro e agora está passando pelas comissões da Câmara de Curitiba. Se receber a aprovação dos vereadores e a sanção do prefeito, começará a valer no dia da publicação no Diário Oficial.




