Caixas de frutas são usadas para transportar drogas no PR
Na manhã desta quinta-feira, dia 6 de novembro, o Ministério Público do Paraná, através do Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deu início à segunda fase da Operação Passiflora. Essa nova etapa resultou na prisão de sete pessoas e na realização de nove buscas e apreensões contra uma organização criminosa armada, que estava envolvida com o tráfico de drogas e o comércio ilegal de armas.
Essa operação é um desdobramento da prisão do líder do grupo, que ocorreu no ano passado. Esse homem tem um passado criminal bastante pesado, incluindo suspeitas de participação no assalto ao Banco Central de Fortaleza. Na sua captura, foram encontrados seis celulares e documentos falsos que ele usava para se passar por outra pessoa. A análise dos celulares, com autorização da Justiça, mostrou que ele estava à frente de uma rede criminosa complexa, com associados espalhados por vários estados do Brasil.
Os investigadores descobriram que o grupo movimentava grandes quantidades de drogas, chegando a toneladas. Para disfarçar o transporte dessas substâncias, eles usavam caixas de frutas, uma estratégia que revela a ousadia da organização. Mas não parava por aí: eles também estavam envolvidos no comércio de armas de fogo, incluindo fuzis. As investigações ainda revelaram ligações do grupo com facções criminosas atuantes em várias regiões do país.
As medidas judiciais que resultaram nessa operação foram autorizadas pela Justiça de Londrina e cumpridas em quatro estados: Paraná, Minas Gerais, Goiás e Bahia. Entre os alvos estavam pessoas que cuidavam da logística, transporte, armazenamento e finanças da organização criminosa.
A Operação Passiflora é fruto de um trabalho colaborativo de inteligência e investigação que envolveu o Gaeco de Londrina e a Agência Regional de Inteligência da Polícia Militar. Para dar suporte às ações, contaram com a ajuda dos Gaecos de Minas Gerais, Goiás e Bahia, além da Polícia Militar da Bahia.




