CMC processa vereadora após debate sobre drogas
A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) deu início a um processo para investigar a vereadora Professora Angela, do Psol, por suposta quebra de decoro. A denúncia partiu dos colegas Da Costa, do União, e Bruno Secco, do PMB, que a acusam de fazer apologia às drogas durante uma audiência pública sobre o tema. Essa audiência aconteceu no começo de agosto e contou com a presença de especialistas, ativistas e representantes de movimentos sociais, que discutiram as políticas relacionadas às drogas.
Durante o evento, alguns parlamentares perceberam que certos materiais distribuídos ali pareciam incentivar o uso de drogas. Em uma votação realizada nesta segunda-feira, a CMC decidiu, com 29 votos a favor e 6 contra, abrir uma Comissão Processante para avaliar a possibilidade de cassação do mandato da vereadora.
A defesa de Professora Angela se manifestou e afirmou que a situação vai além de um ataque pessoal. Segundo eles, trata-se de uma tentativa de calar o debate sobre questões públicas importantes e intimidar a oposição. Em nota, a defesa destacou que a decisão dos vereadores não afetará apenas o primeiro mandato do Psol na cidade, mas também definirá se a Câmara Municipal será um espaço democrático ou um ambiente que persegue vozes dissidentes.
Próximos passos do processo contra a vereadora
A denúncia foi formalizada após uma sindicância conduzida pelo corregedor Sidnei Toaldo. Ele encontrou indícios de que a vereadora pode ter violado o Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara. Os vereadores Zezinho Sabará (PSD), Renan Ceschin (Pode) e Olimpio Araujo Junior (PL) foram sorteados para compor a Comissão Processante.
O vereador Renan Ceschin assumiu a presidência da comissão e Olimpio Araujo Junior ficou com a relatoria. Em sua primeira declaração como presidente, Ceschin afirmou que o grupo vai trabalhar com transparência e seriedade para dar uma resposta à população de Curitiba, garantindo imparcialidade durante todo o processo. Eles têm cinco dias para notificar a vereadora e iniciar os trabalhos de investigação. Todo o processo deve ser concluído em até 90 dias após essa notificação.




