Curitiba e Região

Criança retirada do Japão para Curitiba retorna à mãe

Uma história emocionante veio à tona recentemente: uma criança de sete anos, que tem raízes brasileiras e vietnamitas, foi devolvida à mãe após ter sido levada do Japão para Curitiba pelo pai, sem a autorização dela. Essa situação complicada se arrastou desde 2024, quando o menino foi separado da mãe e deixado sob os cuidados de tios na capital paranaense.

Na última sexta-feira, 26 de setembro, a Justiça Federal do Paraná decidiu que o menino deveria voltar para a mãe, com base em um laudo que mostrava que ele não estava se adaptando bem à nova vida. Embora estivesse em um ambiente seguro, uma avaliação da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA), realizada em março, revelou que a criança sentia muita falta da mãe, que sempre foi sua principal cuidadora.

O menino nasceu no Japão, fruto da união entre um brasileiro e uma vietnamita. Antes dessa reviravolta, a família vivia em Ebina, uma cidade na província de Kanagawa, até que o pai trouxe a criança ao Brasil sem o consentimento da mãe. Depois disso, a União entrou com uma ação para buscar a restituição do menor, utilizando a Convenção de Haia, que estabelece regras sobre a devolução de crianças levadas de seus países de residência habitual sem autorização dos responsáveis.

Após a decisão judicial, a mãe conseguiu os passaportes e já se prepara para voltar ao Japão com o filho nos próximos dias. Em um momento cheio de gratidão, ela agradeceu aos tios pela dedicação e carinho com que cuidaram do menino durante esse tempo.

Esse caso foi analisado pela 1.ª Vara Federal de Curitiba, que lida com situações de cooperação internacional, e a juíza Anne Karina Stipp Amador Costa ressaltou a complexidade do processo. Ela destacou a importância de um tratamento cuidadoso em casos tão delicados, especialmente quando envolve o bem-estar de uma criança.

A advogada da União que acompanhou o caso, Mariana Filchtiner Figueiredo, elogiou a rapidez com que tudo foi resolvido. Ela comentou que o reencontro entre mãe e filho é um momento de muita emoção, e que a colaboração de todos os envolvidos foi fundamental para que a criança pudesse ser devolvida à mãe em apenas seis meses após o início da ação judicial.

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