Crianças surpreendem com reações após transplante em Curitiba
A recepção da pequena Lívia Godoi da Silva, de apenas 5 anos, foi um verdadeiro espetáculo de amor e alegria no Centro Municipal de Educação Infantil Jardim Gabineto, em Curitiba. Depois de um longo tempo afastada da escola, a menina finalmente voltou, e a turma estava cheia de surpresas para recebê-la. Balões, flores, cartazes coloridos e muitos abraços marcaram esse reencontro emocionante.
Lívia ficou fora da escola desde junho do ano passado, quando uma série de exames revelou uma infecção grave em seu coração. Ela nasceu com uma condição chamada Comunicação Interventricular (CIV), que é uma alteração cardíaca considerada de baixo risco, mas que exige cuidados constantes. Infelizmente, a infecção piorou a situação e a colocou na lista de espera para um transplante de coração.
A boa notícia chegou no dia 12 de novembro de 2024, quando um coração compatível foi encontrado em Cuiabá (MT). A cirurgia foi um sucesso e, após meses de recuperação, os médicos finalmente liberaram Lívia para voltar às aulas em 1º de agosto de 2025. A alegria da família e da escola era visível, e o retorno de Lívia se transformou em uma grande celebração.
As professoras Valéria Bernardes Borel e Gabrielly Matos organizaram tudo para que o reencontro fosse especial. Os colegas de classe estavam ansiosos e prepararam uma recepção cheia de carinho, com balões, desenhos e mensagens de boas-vindas. “Eu senti que eles me amam e me agradeceram por voltar. A minha amiga Júlia me deu flores bonitas”, contou a pequena, com um sorriso no rosto.
A professora Valéria comentou sobre o quanto os alunos nunca deixaram de perguntar e se preocupar com Lívia durante o tempo em que ela esteve fora. “Quando ela voltou, já estava enturmada. No começo, eles até queriam cuidar dela, proteger”, lembrou. Essa conexão mostrou que o carinho e a amizade prevalecem, mesmo à distância.
A diretora do CMEI, Prescila Marques da Silva, destacou a força da comunidade escolar durante o período de internação e tratamento de Lívia. Ela explicou que o vínculo da menina com a escola continuou firme. “Mesmo na ausência, a Lívia estava envolvida, mandamos vídeos, caixas com presentes. Mas o movimento ia além dos portões da escola”, afirmou. Isso reforça como o apoio coletivo faz a diferença em momentos difíceis.




