Curitiba e Região

Debate sobre nova concessão do transporte de Curitiba reúne 200 pessoas

Na noite de quarta-feira, cerca de 200 pessoas compareceram à primeira audiência pública sobre a nova concessão do transporte coletivo em Curitiba. O evento aconteceu no Centro de Eventos Imap, localizado no Parque Barigui, no bairro Santo Inácio. Para quem não pôde estar presente, a audiência também foi transmitida ao vivo pela página da Prefeitura no YouTube. Durante a reunião, a população teve a oportunidade de conhecer os principais pontos da nova concessão e fazer perguntas e sugestões.

O projeto foi elaborado em conjunto por várias instituições, incluindo a Urbs, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e um consórcio liderado pela Oficina Engenheiros Consultores Associados. O presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, enfatizou a importância da participação popular neste processo. “Estamos discutindo de maneira democrática e transparente o novo contrato do transporte coletivo. Esse processo começou em 2023 e agora é hora de ouvir as contribuições do público”, explicou.

Na audiência, Paula Fogacci, gerente de projeto do BNDES, e Arlindo Fernandes, diretor da Oficina Engenheiros Consultores Associados, apresentaram uma explanação técnica sobre o projeto. Após as apresentações, o público teve a chance de fazer perguntas. As discussões abordaram diversos temas, como a renovação da frota, a integração dos serviços e a eletrificação dos ônibus.

Vozes da Comunidade

Entre os participantes estava Luan Alcides Ribeiro, um jovem de 20 anos, morador de Almirante Tamandaré, que usa o transporte coletivo diariamente para ir ao trabalho em Campina do Siqueira. Ele destacou a importância de estar informado sobre as mudanças que vêm por aí. “Não adianta a gente cobrar depois se não conhecemos o que está sendo discutido. A população precisa se envolver nas decisões, afinal, estamos falando do futuro da mobilidade na cidade”, comentou. Para ele, aumentar a integração e ampliar os terminais são prioridades que precisam ser consideradas.

Outro jovem presente foi André Felipe Mafra, de 19 anos, estudante de arquitetura e morador da Cidade Industrial de Curitiba. Ele também utiliza o transporte coletivo e ressaltou a necessidade de melhorar a frequência e o conforto dos ônibus. “É fundamental que a gente participe desse tipo de debate. As audiências são uma ótima oportunidade para entender o que podemos esperar”, disse.

Próximos Passos

Após o encontro de quarta-feira, já está marcada uma segunda audiência pública para o dia 15 de outubro, no mesmo local. Para facilitar a ida do público, haverá uma linha de ônibus especial partindo do Terminal Campina do Siqueira até o Espaço Imap Barigui. Além disso, uma consulta pública online está disponível desde 19 de setembro e vai até 17 de outubro, permitindo que todos possam enviar suas sugestões antes que o edital seja publicado.

O edital da nova concessão do transporte coletivo deve ser lançado em novembro, e o leilão está previsto para janeiro de 2026. O novo contrato começará em junho do mesmo ano, com um período de transição que pode durar até dois anos. Durante esse tempo, a tarifa, que atualmente é de R$ 6, não será reajustada. Maia Neto destacou que a nova concessão promete muitos benefícios, incluindo um aumento da frota elétrica e uma maior integração entre as linhas, tudo isso mantendo um custo próximo ao atual.

A presidente do Ippuc, Ana Zornig Jayme, comentou sobre como Curitiba dará um salto na qualidade da mobilidade urbana. “É fundamental que olhemos para o futuro e busquemos soluções que promovam uma mobilidade sustentável. Essa nova concessão tem como foco a qualidade, com veículos mais limpos e melhorias no serviço prestado”, afirmou.

Inovações no Transporte

A nova concessão pretende modernizar o sistema de transporte coletivo, com a criação de novas rotas, investimento em ônibus elétricos e um sistema de integração temporal entre todas as linhas da cidade. Atualmente, Curitiba conta com 309 linhas, 22 terminais e uma frota de 1.189 ônibus que transportam cerca de 555 mil passageiros por dia.

Os investimentos previstos são de R$ 3,7 bilhões e incluem a compra de 245 ônibus elétricos e 1.084 veículos ao longo do contrato. O projeto também prevê a construção de eletropostos públicos e a requalificação de estações-tubo, tudo visando melhorar a experiência dos usuários e a eficiência do transporte na cidade.

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